
Uma conversa entre investigados pelo suposto esquema de venda de decisões no TJ-MA, encontrada pela Polícia Federal, traz o relatado de que um desembargador “roubava” e era “roubado”.
O diálogo ocorreu entre Lúcio Ferreira, que atuou como assessor de outro magistrado, e o advogado Ulisses Sousa, que representava o ex-presidente da Assembleia Legislativa Manoel Ribeiro.
Após Ferreira perguntar se o advogado tinha tratado sobre o “caso MR” com a assessora do desembargador Luiz de França Belchior Silva, Sousa responde: “Estou indignado com esse assunto. Depois te conto. Só bandido”.
O advogado depois acrescentou sobre a relação entre Belchior e sua assessora: “ela rouba Belchior e ele rouba ela”.
“Os comentários feitos pelo advogado Ulisses de Sousa indicam que a assessora não atuaria como mera intermediária, mas como partícipe com interesses próprios nos proventos das ações criminosas”, avaliou o ministro Francisco Falcão, do STJ.
Eles foram alvo na quarta-feira da Operação Inauditus, da PF, autorizada por Falcão.