Em meio às investigações e prisões relacionadas ao Banco Master, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) têm adotado estratégias diferentes para lidar com a crise que afeta diretamente a corte, explicou o analista de política Matheus Teixeira durante o CNN Novo Dia desta quinta-feira (2).
Dois ministros estão no centro da controvérsia: Alexandre de Moraes, cuja esposa manteve um contrato de R$ 129 milhões com a instituição financeira, do qual pelo menos R$ 70 milhões foram pagos, e Dias Toffoli, que uma empresa familiar que foi sócia de um fundo de investimento ligado ao Banco Master no resort Tayayá.
“Toffoli tem adotado uma postura mais discreta, declarando-se suspeito no julgamento sobre a prisão de Vorcaro e reduzindo sua participação nas principais articulações dentro do Supremo. O ministro tem frequentado menos o plenário, apresentado votos mais curtos e se afastado dos holofotes”, explicou Matheus.
Em contraste, o analista avaliou que Alexandre de Moraes segue com sua postura histórica de protagonismo e não recuou diante das pressões.
Moraes segue articulando politicamente dentro da corte, participando ativamente de reuniões estratégicas com outros ministros como Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, enquanto Toffoli não marca presença nesses encontros.
Essa diferença de comportamento reflete as estratégias distintas dos ministros para enfrentar a crise: enquanto um busca se afastar temporariamente dos holofotes, o outro mantém sua atuação proativa e controversa, concluiu Matheus.