Estudos do SETI Institute procuram por vida extraterrestre há décadas. Para isso, os cientistas utilizam antenas apontadas para o Cosmos em busca de sinais de rádio artificiais ou padrões que não parecem naturais.
Conforme divulgado na revista científica The Astrophysical Journal, no dia 5 de março, uma nova análise do instituto apontou que esses sinais podem chegar destorcidos na Terra.
O estudo revelou que as tecnoassinaturas de banda estreita de outros sistemas estelares provavelmente estão sendo distorcidas pelo meio interplanetário (Exo-IPM) — gás ionizado —, criando uma barreira significativa para sua detecção.
Ao analisar dados de espaçonaves do Sistema Solar, os pesquisadores desenvolveram uma estrutura mostrando como a turbulência nos ventos estelares e as ejeções de massa coronal causam o alargamento espectral.
Esse processo redistribui a potência do sinal em amplas asas, reduzindo drasticamente a relação pico sinal-ruído da qual os atuais pipelines de busca dependem.
Além disso, simulações de um milhão de estrelas próximas sugerem que sistemas do tipo anã vermelha são particularmente afetados, com sinais se ampliando muito além das larguras sub-hertz (frequências menores que 1 Hertz) que os cientistas normalmente esperam.
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Os autores propõem que esse espalhamento físico pode explicar o “Grande Silêncio” no rádio SETI, tornando sinais detectáveis invisíveis para algoritmos padrão. Consequentemente, buscas futuras devem adotar estratégias de detecção conscientes da largura para identificar com sucesso essas transmissões borradas e moduladas.