
O mercado de escritórios na América Latina segue em processo de estabilização após um período de ajustes iniciado na pandemia. De acordo com o mais recente relatório da Newmark, a região apresenta sinais consistentes de recuperação, com queda nas taxas de vacância, retomada gradual dos preços e aumento da atividade de locação — ainda que em um ritmo moderado.
Nesse contexto, o Brasil, e especialmente São Paulo, destaca-se como um dos principais vetores dessa retomada, concentrando a maior liquidez e profundidade de mercado da região.
Ao final de 2025, o estoque de condomínios industriais e logísticos de alto padrão na América Latina atingiu aproximadamente 76 milhões de m², crescimento de 9% em relação ao ano anterior. O movimento de expansão foi acompanhado pela valorização dos aluguéis. O preço médio pedido na região aumentou 11,3% entre o final de 2024 e o final de 2025, refletindo a consolidação das cadeias logísticas e industriais e a crescente demanda por espaços mais modernos e eficientes para operações logísticas e produtivas.
A vacância de áreas industriais registrou aumento de 1 ponto percentual ao longo do último ano, movimento diretamente relacionado à expansão do estoque. Os maiores aumentos nos espaços vagos foram observados nas cidades de fronteira do México, mercados particularmente sensíveis às decisões dos Estados Unidos relacionadas ao comércio internacional e às cadeias produtivas globais. A absorção líquida na região totalizou 2,4 milhões de m² em 2025, uma queda de 12% em relação a 2024, quando foram absorvidos 3,2 milhões de m², e significativamente abaixo do patamar registrado em 2023, quando alcançou cerca de 5,1 milhões de m².