
Parlamentares de oposição ao PL no Rio começaram nesta terça-feira, 31, a discutir um novo nome para disputar a eleição a presidente da Alerj. Agora, o cotado é Vitor Junior (PDT), um dos autores do mandado de segurança que levou a Justiça do Rio a suspender a eleição relâmpago de Douglas Ruas (PL) na quinta-feira passada. Durante uma reunião no gabinete de Elika Takimoto (PT), deputados chegaram à conclusão de que o pedetista de Niterói poderia unir diferentes correntes políticas na Casa. Os partidos envolvidos, no entanto, devem debater o tema internamente até amanhã. E, antes de bater o martelo, o campo terá mais rodadas de conversa.
O encontro mobilizou dez deputados do PT, PDT, PSOL, PCdob, PSB e PSD. Antes de Vitor Junior, Chico Machado (Solidariedade), aliado de primeira hora do ex-presidente Rodrigo Bacellar (União Brasil), era visto por parte da oposição, incluindo o grupo de Eduardo Paes (PSD), como uma possibilidade. Fontes contaram a VEJA que a resistência de representantes de legendas como PCdoB e PSOL e a falta de apoio nos últimos dias de Paes à sua candidatura fizeram o deputado desistir nesta terça de concorrer.
Integrantes da bancada de esquerda e do PSD tentam chegar a um consenso depois de o grupo ser pego de surpresa com a convocação da votação da semana passada. Em nota, os parlamentares que estavam na reunião afirmam que o processo de retotalização dos votos após a cassação de Bacellar, que elimina a possibilidade de eleição na Casa até o dia 14 de abril, “abre espaço para intensificar as articulações nos próximos dias”.
Mandato-tampão
Para o mandato-tampão a governador, o debate é mais complexo, devido à indefinição sobre se a eleição será direta ou indireta. André Ceciliano (PT), ex-secretário de Assuntos Legislativos do governo Lula e ex-presidente da Alerj, é o nome mais comentado entre deputados da oposição na hipótese de a eleição ser indireta, com escolha entre os deputados. Uma fonte ligada a Ceciliano diz que ele só será candidato nesse cenário caso o voto seja secreto, como vem sendo discutido no Supremo Tribunal Federal (STF). Outra condição do petista é ter o aval tanto de Lula quanto de Paes. Nos bastidores, deputados fazem contas. Um político do PT diz acreditar que Ceciliano conseguiria atrair entre 17 e 19 parlamentares dos 45 que votaram em Ruas, fora os 25 que se posicionaram contra a candidatura do PL na semana passada.