O astronauta americano Michael Fincke, da Nasa, revelou para a agência Associated Press que os médicos ainda não têm certeza sobre os diagnósticos médicos da “doença misteriosa” que ele teve durante jornada na Estação Espacial Internacional (ISS). O astronauta, no entanto, revelou que repentinamente ficou sem conseguir falar. 

“Foi algo totalmente inesperado. Aconteceu incrivelmente rápido”, disse ele no Centro Espacial Johnson, em Houston.

Ainda não se sabe o motivo de Fincke ter ficado sem falar. O mesmo afirma que não sentiu dor alguma e conta que ficou assim por volta de 20 minutos. 

Os médicos descartam a possibilidade de a falta ser resultado de um ataque cardíaco e o astronauta afirma que não estava engasgado, mas as hipóteses que estão sendo levantadas relacionam o fato com seus 549 dias sem gravidade.

Além dele, outros astronautas foram levados imediatamente a um hospital para avaliação médica assim que retornaram, porém todos se encontravam sem indícios de complicações.

Fincke relatou que não pode dar detalhes sobre as hipóteses ou outros relatos, para preservar a privacidade médica dele e dos outros astronautas caso algo aconteça.

Ele confessa que, mesmo meses depois, ainda se sente mal por ser a causa da volta repentina da caminhada espacial, mas parou de se desculpar depois que o administrador da Nasa, Jared Isaacman, o proibiu de pedir desculpas.

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“Isso não foi culpa sua. Isso foi no espaço, certo?”, asseguraram-lhe os colegas. “Você não decepcionou ninguém.”

Fincke e seus colegas de tripulação — a astronauta da Nasa Zena Cardman, Kimiya Yui da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão e o cosmonauta Oleg Platonov da agência espacial russa Roscosmos — retornaram da estação espacial em meados de janeiro.

A partida repentina do grupo marcou a primeira vez na história que a Nasa teve que interromper uma missão de pessoal na ISS por motivos de saúde. Na ocasião, a agência espacial não divulgou qual astronauta apresentava o problema médico nem revelou a natureza da questão.



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