A data nesta segunda-feira, 30 de março, marca o Dia Mundial de Combate ao Transtorno Bipolar, uma data dedicada à conscientização sobre a doença e enfrentamento ao estigma. A escolha do dia é uma referência ao nascimento do pintor Van Gogh (1853-1890), que posteriormente foi diagnosticado com a doença.

A condição é caracterizada por intensas variações de humor, que alternam entre episódios depressivos e fases de euforia do paciente. A doença é dividida em dois principais tipos.

O tipo 1 afeta cerca de 1% da população mundial e é marcado por episódios intensos de euforia, com sintomas como excesso de confiança, irritabilidade, além de possíveis alucinações e delírios.

Já o tipo 2 atinge entre 0,5% e 2% das pessoas, apresentando um período mais prolongado de depressão e episódios mais leves de euforia. Os primeiros sinais do transtorno costumam aparecer entre os 16 e 25 anos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

A fase de euforia é, segundo pesquisadores, um dos momentos mais desafiadores para o diagnóstico e tratamento, já que o paciente pode não reconhecer os sintomas. Comportamentos impulsivos podem envolver, por exemplo, consumo de álcool, uso de drogas e jogo de azar.

Também conhecida pela sigla TAB, o transtorno bipolar tem origem associada a fatores biológicos. Estudos indicam que entre 10% e 20% dos filhos de pessoas com o transtorno também podem desenvolvê-lo.

Especialistas ressaltam, no entanto, que com o acompanhamento adequado, o transtorno bipolar pode ser controlado sem o comprometimento da qualidade de vida. O tratamento envolve, por exemplo, tratamento psiquiátrico, uso de medicação, psicoterapia e adoção de hábitos saudáveis, como prática de atividades físicas e alimentação equilibrada.



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