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‌A Rússia disse nesta segunda-feira, 30, que o petroleiro russo Anatoly Kolodkin, transportando 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou a Cuba, imersa em uma crise econômica e humanitária agravada pelo bloqueio à importação do combustível imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

De acordo com dados de rastreamento de navios da LSEG, a embarcação está navegando ao longo da costa norte da ilha no Caribe.

Após a chegada do petroleiro, o Kremlin afirmou que continuará trabalhando para enviar mais petróleo a Havana, acrescentando que considera “um dever” ajudar neste momento.

A chegada do petroleiro russo ocorreu após uma autorização emitida pelo governo americano, informou o jornal The New York Times. Trump anunciou no domingo que reverteria sua decisão de bloquear o transporte de combustível a Cuba, dizendo que não tinha “nenhum problema” com qualquer país enviando petróleo bruto à ilha.

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De acordo com dados de monitoramento marítimo da empresa Kpler, a embarcação Anatoly Kolodkin deixou o porto de Primorsk, na Rússia, em 8 de março com cerca de 730 mil barris de petróleo.

Crise energética

Sem receber mais os carregamentos de petróleo que importava da Venezuela — interrompidos após a captura de Nicolás Maduro pelo governo americano em janeiro —, Cuba atravessa um de seus momentos mais vulneráveis. Nos últimos meses, o país enfrentou uma série de apagões, deixando mais de 10 milhões de pessoas sem energia elétrica e afetando serviços essenciais, como hospitais e escolas.

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Na última sexta-feira, Trump intensificou suas ameaças contra a ilha, afirmando que “Cuba é o próximo” alvo durante um discurso em um fórum de investimentos em Miami, no qual exaltou os sucessos das ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã.
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“Eu construí esse grande Exército. Eu disse: ‘Você nunca terá que usá-lo’. Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima”, afirmou o republicano durante o evento, sem dar mais detalhes, mas reforçando sua escalada retórica.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, por sua vez, já havia afirmado anteriormente que qualquer tentativa americana de tomar o país enfrentaria uma “resistência inabalável”.



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