Quem nunca se sentiu incomodado com o latido persistente do cão do vizinho — ou até do seu próprio? Embora latir seja a forma de comunicação dos cães, a intensidade e os horários podem gerar desconfortos. No entanto, por ser uma reação natural, quase sempre é algo que foge do controle humano. Pensando nisso, a partir de que ponto a vocalização ultrapassa limites?

Primeiro passo é entender as causas

Em entrevista ao Metrópoles, Valeska Rodrigues, docente de medicina veterinária, explica que a motivação depende de fatores externos, como o meio em que o animal vive, e até a raça. As causas podem ser diversas, tanto positivas quanto indicativas de problemas.

Latido excessivo? Entenda quando o comportamento ultrapassa limites - destaque galeria

O pet traz alegria ao lar
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O pet traz alegria ao lar

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Cuidar da dieta do seu pet é importante para promover saúde
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Cuidar adequadamente do animal é missão do tutor
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Cuidar adequadamente do animal é missão do tutor

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A ração tradicional todos os dias pode parecer pouco atraente para os cães
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A ração tradicional todos os dias pode parecer pouco atraente para os cães

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É preciso ter cuidado com a saúde bucal dos animais
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É preciso ter cuidado com a saúde bucal dos animais

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“Latidos excessivos podem, de fato, indicar que algo está errado, como fome, sede, medo, dor ou um ambiente desfavorável”, alerta. Segundo ela, para entender os limites do tolerável, é importante identificar as possíveis causas para o comportamento.

A professora ainda revela algumas circunstâncias motivadoras: mudança frequente de ambientes e tutores, envelhecimento e degeneração cognitiva. Outros fatores incluem tempo ocioso, perda de companheiro, falta de passeios e atenção, adaptação errada com animais, ausência de local seguro e ambiente inadequado para o porte.

Foto colorida de cachorro latindo
É necessário investigar as causas do excesso de latidos 

“Eles podem desenvolver um comportamento de insegurança, o que pode gerar latidos excessivos por motivos mínimos, como chuva, trovoadas e buzinas”, afirma a profissional da Universidade de Franca (Unifran).

Qual o nível “normal” e como resolver?

De acordo com a especialista, é preciso observar o pet quando os latidos perduram por mais de alguns minutos. Além disso, o uivo também pode ser um indicativo de que algo está anormal. “É importante considerar o exagero como algo alterado, mas, antes de concluir como agressividade ou insegurança, o ideal é analisar bem.”

Valeska reforça que, ao notar algo errado, a atitude correta é consultar um veterinário. Por outro lado, em casos de desvio de comportamento, a conduta deve ser outra. “Adestradores podem identificar a causa e aplicar técnicas para melhorar a condição do pet, como treinamentos para traumas.”

Foto colorida de cão uivando
O uivo também é um sinal ponto de atenção

“Latidos excessivos sempre indicam que há algo errado, mesmo que seja um comportamento repetitivo”, pontua.

Por último, a docente acrescenta que, antes de adquirir um cão, é fundamental que o tutor avalie sua disponibilidade para dedicar tempo ao animal. “Suprir necessidades básicas, oferecer segurança e manter acompanhamento em dia são passos mínimos a serem tomados nesses casos”, conclui.





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