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Dois navios porta-contêineres tentaram atravessar o Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, 27, mas recuaram antes de concluir a travessia, apesar das garantias do Irã de que embarcações chinesas poderiam passar pela vital rota marítima fechada desde o início da guerra no Oriente Médio, informou a agência de notícias Reuters com base em dados de rastreamento de navios.
Os navios CSCL Indian Ocean e CSCL Arctic Ocean, que operam sob bandeira de Hong Kong, estão presos no golfo Pérsico desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram os primeiros ataques em conjunto contra o Irã, dando início ao conflito.
De acordo com dados da London Stock Exchange Group desta sexta, as embarcações transmitiram mensagens no sistema de rastreamento AIS (Automatic Identification System) informando que têm proprietários e tripulações chineses.
A mídia estatal iraniana, por sua vez, afirmou que três navios porta-contêineres de várias nacionalidades foram repelidos do Estreito de Ormuz na sexta-feira após avisos da força naval da Guarda Revolucionária, sem fornecer mais detalhes.
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O movimento ocorre dois dias após o ministro das Relações Exteriores de Teerã, Abbas Araghchi, afirmar em no X que o Irã “permitiu a passagem através do Estreito de Ormuz para nações amigas, incluindo China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão”.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira que o Irã permitiu que dez petroleiros atravessassem o Estreito de Ormuz como um “presente” em sinal de boa-fé, em meio a tentativas de negociação para um cessar-fogo.
Localizada entre Irã, Omã e Emirados Árabes Unidos, a rota marítima é responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos pelo planeta. Desde o início do conflito, Teerã já atacou mais de uma dezena de navios que tentavam atravessar a região.