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O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou nesta quinta-feira, 27, que o Exército do país matou, em um ataque aéreo, Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do regime do Irã.
“Na noite passada, em uma operação precisa e letal, o Exército eliminou o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Tangsiri, ao lado de outros oficiais do comando naval”, declarou Katz em um vídeo. “O homem diretamente responsável pela operação terrorista de instalação de minas e bloqueio do Estreito de Ormuz para a navegação foi explodido e eliminado”, acrescentou.
Desde o início dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Israel anunciou a morte de dezenas de dirigentes da elite militar e política do Irã, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.
De acordo com o governo israelense, a primeira onda de ataques matou ao menos sete altos funcionários de defesa e inteligência, além de atingir cerca de 30 líderes militares e civis. Além do aiatolá Khamenei, morreram na ofensiva o principal conselheiro de segurança, Ali Shamkhani, o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o chefe do Estado-Maior das forças armadas, Abdolrahim Mousavi, e o então ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, além de oficiais de alto escalão.
Acredita-se que Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo e seu sucessor, tenha ficado ferido no mesmo ataque que ceifou a vida de seu pai.
Mais recentemente, as forças israelenses mataram com ataques aéreos Ali Larijani, o poderoso chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, órgão que coordena a segurança e a política externa, bem como o comandante da força paramilitar basij, Gholamreza Soleimani, o ministro da Inteligência iraniano, Esmail Khatib, e o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, Ali Mohammad Naini.
Israel prometeu “neutralizar a ameaça iraniana” e eliminar as lideranças do país que considera um perigo existencial. O porta-voz militar israelense, Effie Defrin, declarou recentemente que suas forças continuariam a “caçar os líderes do regime” e que a “série de eliminações” não cessaria.