
A professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Soledad Palameta Miller, 36 anos, foi libertada nesta terça-feira, 24, após audiência de custódia. Ela, que leciona na Faculdade de Engenharia de Alimentos, foi presa em flagrante na última segunda, 23, suspeita de furtar material biológico de um laboratório do Instituto de Biologia da universidade.
A Polícia Federal começou a investigar o caso após a própria faculdade denunciar o desaparecimento das amostras, que não foram especificadas pela corporação para não causar alarde. De acordo com informações institucionais da universidade, o laboratório onde aconteceu o caso pesquisa principalmente viroses respiratórias em animais, como pneumovírus aviário, vírus da bronquite infecciosa aviária, doença infecciosa da bursa, vírus respiratório sincicial bovino e herpesvírus equino e bovino.
O material furtado foi recuperado e não chegou a sair do campus da universidade. A PF comunicou que encaminhou as amostras para o Ministério da Agricultura e Pecuária para análise.
A professora Soledad, que nasceu na Argentina e fez doutorado e pós-doutorado na Unicamp, chegou a ser encaminhada para a penitenciária feminina de Mogi-Guaçu, mas foi libertada após decisão da Vara Federal de Campinas. O processo tramita em sigilo.
Caso a investigação conclua que houve delito, ela poderá responder pelos crimes de furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.
A reportagem tenta contato com a defesa da docente. Caso haja resposta, o texto será atualizado.