A Polícia Federal (PF) anunciou, nesta segunda-feira (18/5), o reforço das ações de combate ao crime organizado em territórios indígenas e áreas de fronteira da Amazônia Legal.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, assinou em Manaus um instrumento de financiamento da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) voltado ao fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs).

A medida integra o programa “Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira”, lançado durante o evento Brasil contra o Crime Organizado: Amazônia.

Segundo a Polícia Federal, os recursos serão usados para ampliar a atuação das FICCOs em regiões vulneráveis da Amazônia, especialmente áreas indígenas e zonas de fronteira impactadas pela presença de facções criminosas, tráfico de drogas, armas, garimpo ilegal e grilagem de terras.

Durante o evento, Andrei Rodrigues afirmou que as operações integradas já provocaram prejuízo bilionário ao crime organizado na região amazônica.

“As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado têm realizado diversas operações contra a grilagem de terra, o garimpo ilegal, a retirada ilegal de madeira de áreas de preservação e de terras indígenas, além do constante enfrentamento ao tráfico de drogas e de armas”, afirmou.

Segundo o diretor-geral da PF, as ações geraram “cerca de cinco bilhões de reais de prejuízo aos criminosos só na Amazônia”.

O encontro ocorreu no Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), estrutura coordenada pela PF para integração entre forças de segurança brasileiras e países da Pan-Amazônia.

A corporação informou que o centro atua no compartilhamento de inteligência e coordenação de operações internacionais contra organizações criminosas transnacionais e crimes ambientais.

Recentemente, a PF ampliou essa rede de cooperação internacional ao convidar Espanha, Itália, Países Baixos, Bélgica e Alemanha para integrarem o CCPI Amazônia.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, também participou do evento e afirmou que a estratégia nacional contra o crime organizado passa por enfraquecer financeiramente as facções.

“A estratégia nacional é simples e direta: cortar o oxigênio financeiro do crime, silenciar o comando das facções dentro das prisões e fechar a torneira das armas”, declarou.

Também participaram representantes do Ministério dos Povos Indígenas, da Polícia Rodoviária Federal, da Senasp, da Senad e de governos estaduais da Amazônia Legal.

Segundo a PF, a iniciativa busca ampliar a presença do Estado em regiões consideradas estratégicas para o crime organizado e fortalecer a atuação integrada entre forças nacionais e internacionais de segurança pública.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *