As praias do litoral de São Paulo registraram 1.245 ocorrências de salvamento entre 1º de janeiro e 2 de março de 2026, de acordo com balanço do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). No período, 1.843 pessoas foram resgatadas com vida e outras 46 morreram por afogamento.

Os dados mostram que janeiro concentrou o maior volume de atendimentos: foram 776 salvamentos, 1.160 vítimas salvas e 30 óbitos. Em fevereiro, as equipes realizaram 447 resgates, com 663 pessoas retiradas do mar e 14 mortes registradas. Já nos dois primeiros dias de março, houve 22 ocorrências, com 20 vítimas salvas e dois óbitos.


Aumento de ocorrências no litoral

O número de mortes em 2026 já é quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025 e representa mais da metade dos 82 óbitos contabilizados em todo o ano passado, segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo.

Janeiro

2025: 634 salvamentos, 938 vítimas salvas  e 18 mortes
2026: 776 salvamentos, 1.160 vítimas salvas e 30 mortes

Fevereiro

2025: 294 salvamentos, 411 vítimas salvas e 6 mortes
2026: 447 salvamentos, 663 vítimas salvas, 14 mortes


No litoral norte, Ubatuba e São Sebastião lideram o número de atendimentos neste início de ano. Juntas, as duas cidades somam 456 ocorrências, 688 vítimas salvas e cinco mortes no período analisado. Em contrapartida, Caraguatatuba e Ilhabela não registraram óbitos por afogamento até o início de março.

O GBMar reforça que a maioria das ocorrências acontece em áreas com grande concentração de turistas e alerta para a importância de respeitar a sinalização e procurar trechos monitorados por guarda-vidas.

Como se proteger

O Grupamento de Bombeiros Marítimo orienta que banhistas priorizem sempre praias com posto de guarda-vidas e respeitem as bandeiras de sinalização, que indicam as condições do mar. Evitar entrar na água após consumir bebida alcoólica, não nadar sozinho e redobrar a atenção com crianças são medidas básicas que reduzem significativamente o risco de afogamento. Em caso de correnteza, a recomendação é manter a calma, flutuar e acenar por ajuda, evitando nadar contra a força da água.

O grupamento também alerta para os perigos das correntes de retorno, comuns no litoral paulista, que puxam o banhista para o fundo do mar. Ao identificar esse tipo de corrente, a orientação é nadar lateralmente, em paralelo à faixa de areia, até sair da área de risco. Respeitar placas de advertência e evitar áreas isoladas ou sem supervisão são atitudes fundamentais para prevenir acidentes.





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