Dados divulgados pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio do Mapa da Mulher Carioca, revelam que 64,8% dos casos de estupro registrados em 2024 na capital envolveram crianças e adolescentes – de 1701 notificações, 1103 eram de estupro de vulnerável. O anuário também evidencia a predominância de mulheres entre as vítimas – 88,5% das ocorrências. As informações figuram entre as mais atuais sobre as condições de vida da mulher carioca e foram coletadas pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres e Cuidado (SPM-Rio).

A divulgação dos números ocorre em um momento emblemático na capital fluminense. No último sábado, cinco jovens foram indiciados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, Zona Sul do Rio. A região concentrou 7,3% dos casos registrados na cidade em 2024, um percentual baixo comparado aos 31,6% e 30,6% das Zonas Oeste e Norte, respectivamente.

Segundo o Mapa da Mulher Carioca, o ambiente residencial é o principal local de ocorrência das notificações de estupro no município, concentrando 64,6% dos casos (1.085 registros). O padrão revela que o crime ocorre majoritariamente em ambiente privado.

Estupro coletivo em Copacabana

Segundo o Ministério Público, o crime sexual ocorreu no dia 31 de janeiro deste ano. A vítima procurou a 12.ª DP (Copacabana) para registrar a denúncia e fez exame de corpo de delito, que identificou lesões compatíveis com violência física, incluindo infiltrado hemorrágico (acúmulo de sangue), escoriação na região genital e sangramento vaginal. Dois dos homens envolvidos no caso se entregaram nesta terça-feira, 3, outros dois seguem foragidos. Um menor, suposto ex-namorado da menina e acusado de atraí-la para o apartamento onde ocorreu o estupro, é investigado pela Vara da Infância e da Adolescência.

 

Os jovens apontados como autores do crime são João Gabriel Xavier Bertho, 19, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18, Victor Hugo Oliveira Simonin, 18 e o adolescente que já se envolveu com a vítima anteriormente. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público por estupro qualificado, com os agravantes de concurso de pessoas e de vítima menor de idade. A pena prevista varia de 8 a 12 anos de reclusão.



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