A CPI do Crime Organizado vai ouvir, nesta terça-feira, o empresário João Carlos Falbo Mansur, ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos. A Reag é investigada por suspeitas de participação em fraudes relacionadas ao Banco Master.

Mansur deixou a empresa no ano passado, em meio aos avanços das apurações da Polícia Federal sobre possíveis falhas na fiscalização do sistema financeiro que podem ter contribuído para a atuação de organizações criminosas. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão e a Reag teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central devido a graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Senadores devem questioná-lo sobre os procedimentos que foram adotados pela gestora durante o período investigado. A comissão espera, através do depoimento, chegar a propostas que fortaleçam os mecanismos de supervisão bancária e evitem o avanço do crime organizado.

Nesta segunda-feira, Mansur solicitou ao STF a desobrigação de prestar depoimento à CPI. Entretanto, o pedido não teve resposta.

Já o outro depoimento esperado para esta terça, o do ex-presidente de Banco Central Roberto Campos Neto, não deve ocorrer por decisão do ministro André Mendonça, do STF. A decisão de desobrigá-lo ocorreu após pedido da defesa de Campos Neto, que argumentou que não há vínculo direto entre ele e os fatos investigados.

Mendonça transformou a convocação em um convite, permitindo que Campos Neto escolha se deve comparecer ou não.



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