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O conclave que elegeu o papa Leão XIV em maio de 2025 foi interrompido quando um dos cardeais eleitores foi flagrado com um celular, uma grave falha de segurança. A revelação consta no livro The Election of Pope Leo XIV, a respeito do processo que escolheu o religioso americano como chefe da Igreja Católica, lançado no último domingo, 1º de março, com novas informações sobre a votação secreta do Vaticano.

“A cena era inimaginável até mesmo para um filme e nunca antes vista na história dos conclaves modernos”, escreveram Elisabetta Piqué e Gerard O’Connell. Os autores não mencionam o nome do cardeal envolvido no episódio, nem sugerem um motivo para que estivesse com o aparelho, apontando apenas que o momento o deixou “desorientado e angustiado”.

Durante conclaves papais, os clérigos participantes fazem um voto de não se comunicar com o mundo exterior, deixando de utilizar qualquer dispositivo eletrônico ou analógico durante o processo, que pode durar dias. Uma equipe de segurança fica responsável por preparar a Capela Sistina para bloquear qualquer sinal externo, e foi dessa forma que o telefone foi descoberto.

Enquanto os cardeais se preparavam para a primeira votação, os agentes de fiscalização captaram o sinal de uma conexão móvel ativa. A descoberta causou incredulidade nos religiosos presentes, até que o mais velho dos clérigos descobriu que tinha um telefone no bolso e o entregou.

Em entrevista à agência de notícia Reuters, O’Connel comparou a cena ao aclamado filme de Edward Berger, Conclave, onde uma intrincada teia política movimenta a escolha de um pontífice. “A realidade foi melhor que a ficção”, disse o autor, afirmando que a descoberta do telefone causou mais surpresa do que qualquer reviravolta retratada no filme.

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Revelações

Escrito por dois jornalistas que atuam como correspondentes no Vaticano, The Election of Pope Leo XIV traz os bastidores sobre o conclave que selecionou o sucessor de papa Francisco, morto em abril de 2025 após 12 anos na liderança da igreja. As previsões não colocavam o cardeal Robert Prevost, futuro Leão XIV, entre os favoritos para ser o novo sumo pontífice, e o livro explica como o americano foi eleito por seus pares.

Embora houvesse muita especulação sobre a possibilidade de se eleger um papa oriundo da África ou da Ásia, nenhum candidato dessas regiões se destacou no conclave. Na primeira votação, a liderança ficou com o húngaro Péter Erdö, um notório conservador apoiado pela ala tradicionalista da igreja.

Além dele, somente dois outros cardeais somaram mais de 20 votos: o italiano Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé e visto como o favorito pela imprensa, e o americano Robert Prevost, um agostiniano de Chicago que fez carreira no Peru e havia permanecido fora do radar como um candidato sério.

Nas duas votações seguintes, Erdö perdeu apoio, enquanto Prevost passou a registrar números cada vez maiores. Ele foi eleito na quarta votação, na tarde de 8 de maio, quando 108 cardeais escolheram o americano para liderar a Igreja Católica. Segundo os autores, o clérigo de Chicago impressionou seus pares pelo seu estilo humilde e discreto, sendo visto como o mais indicado para dar continuidade ao legado de Francisco.



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