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O governo do Irã divulgou um vídeo por meio da agência de notícias semioficial Fars nesta segunda-feira, 2, mostrando um arsenal de drones em túneis para serem lançados em meio ao conflito com os Estados Unidos e Israel.

As imagens mostram os mísseis montados em lançadores de foguetes, com paredes adornadas com bandeiras iranianas e imagens do líder supremo morto do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Estratégia da sobrecarga

Desde o ataque israelo-americano no sábado 28, o Irã lançou centenas de ataques com drones contra Israel e países árabes do Golfo, danificando bases americanas, aeroportos e infraestruturas essenciais ligadas ao setor petrolífero, representando um sério desafio para o sistema de defesa aérea do Oriente Médio.

Até o momento, as forças iranianas dispararam ao menos 541 drones contra os Emirados Árabes Unidos, 283 drones contra o Kuwait, nove drones e 136 mísseis Shahed contra o Bahrein, 12 drones contra o Catar e dezenas de drones contra a Jordânia, além de centenas de mísseis lançados contra esses países, de acordo com declarações oficiais do governo. Pelo menos três pessoas morreram em ataques nos Emirados Árabes Unidos e uma em Omã.

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Israel afirmou separadamente ter interceptado mais de 50 drones iranianos, uma tarefa mais fácil, já que está mais distante do Irã e leva muito mais tempo para os drones chegarem lá. Os ataques desencadearam caos na aviação global e ameaçam fazer disparar os preços do petróleo, evidenciando a estratégia iraniana de atingir o ponto fraco da economia global. De acordo com analistas, Teerã está tentando internacionalizar o conflito, pressionando os aliados dos Estados Unidos no Golfo e infligindo prejuízos econômicos ao Ocidente.

Pequenos, relativamente difíceis de interceptar e fáceis de produzir em larga escala, os drones explosivos iranianos podem não causar tantos danos físicos quanto seu arsenal de milhares de mísseis. No entanto, atingiram com sucesso uma base naval americana no Bahrein, aeroportos em Abu Dhabi e no Kuwait, arranha-céus em Dubai e no Bahrein, bem como portos marítimos, minando a aparência de segurança que o Golfo se esforçou para manter. Mais importante, o Irã utilizou um grande número de drones, ou ataques combinados de drones e mísseis, para sobrecarregar as defesas aéreas dos países-alvo.

Embora o Irã tenha um suprimento limitado de mísseis balísticos, acredita-se que possua um arsenal de milhares de veículos aéreos não tripulados e tenha a capacidade de produzi-los em massa.

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O Irã continua a expandir seu estoque. O comandante do exército iraniano afirmou em janeiro que as forças armadas receberam um novo lote de 1.000 drones. A capacidade total de produção do país não é clara, mas uma fábrica construída na Rússia com ajuda iraniana produz 18.540 drones por ano, segundo o Instituto para Ciência e Segurança Internacional, que utiliza imagens de satélite em suas pesquisas sobre as capacidades militares iranianas e russas. No ano passado, a Rússia lançava cerca de 1.000 drones Shahed por semana na Ucrânia, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington.

A produção de drones é mais simples do que a produção de mísseis e, portanto, mais fácil de regenerar em caso de danos a fábricas. Além do Shahed-136, o Irã também possui estoques de modelos mais antigos e rudimentares do Shahed, aos quais pode recorrer.

Reação

Em um comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira, os países árabes do Golfo afirmaram que os ataques iranianos contra seus territórios é “inaceitável” e que uma resposta virá. A informação foi divulgada pela emissora Al Jazeera, que citou declarações, entre outras, de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, que afirmou que os ataques iranianos em curso “não podem ficar sem retaliação”.

Em uma declaração conjunta, Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos reafirmam “o direito à autodefesa” contra esses ataques para “defender nossos cidadãos”.



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