Belo Horizonte – A prefeitura de Juiz de Fora (MG), cidade arrasada pelas consequências de uma chuva que levou à morte de mais de 60 pessoas e deixou centenas de desabrigados, está fazendo um alerta contra uma campanha solidária falsa na plataforma Vakinha. O órgão está acionando a Justiça contra a iniciativa golpista.

A campanha foi criada por um perfil com o nome da Prefeitura de Juiz de Fora, mas o órgão informa que trata-se de um golpe e que não tem nenhum perfil na plataforma Vakinha. A campanha falsa inclusive usa a imagem de uma vítima da chuva em outra cidade mineira, Ubá: a moradora que ficou três horas agarrada a um poste para sobreviver.

Essa a imagem da vaquinha falsa, que vem acompanhada pelo endereço de um Pix genérico que a reportagem optou por não divulgar por se tratar de um golpe.

Vakinha falsa Juiz de Fora
Vakinha falsa – não doe

“Neste momento difícil, de dor e de reconstrução, repudiamos a disseminação de fake news e tentativas de se aproveitar da solidariedade das pessoas. Pedimos que a população não faça qualquer doação por links não confirmados e ajude a interromper a circulação dessas mensagens”, diz nota da Prefeitura de Juiz de Fora.

Pix verdadeiro para doações

A Prefeitura de Juiz de Fora efetivamente criou um Pix para receber doações para as vítimas da tragédia climática, mas o endereço é outro.

As contribuições podem ser realizadas exclusivamente pela chave: contribua@pjf.mg.gov.br e os dados de depósito são: Banco do Brasil — Agência 2592-5 — Conta Corrente 77149-X.

A prefeitura informa que nesse caso o dinheiro está em conta aberta, com saldo divulgado diariamente. “A Prefeitura já iniciou o processo de contratação emergencial de itens de higiene pessoal e roupas íntimas com esses recursos. São itens que o Município de Juiz de Fora não adquire rotineiramente e que somente uma situação extrema, como a calamidade, demanda e justifica”, diz o órgão.

“Essa compra será conduzida com transparência, tanto na prestação de contas quanto na distribuição no território, atendendo abrigos públicos e também pessoas acolhidas por familiares e amigos”, seguiu a prefeitura de Juiz de Fora. “A criação do Pix foi uma forma de viabilizar doações de pessoas em todo o Brasil, que não conseguiriam contribuir diretamente, e também um contraponto a golpes que já começavam a aparecer nas redes”, conclui o órgão.



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