O cenário conturbado enfrentado pelo governo no Senado passou a influenciar a decisão do presidente Lula sobre indicar o economista Guilherme Mello para uma diretoria do Banco Central (BC).
Atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e filiado ao PT desde a juventude, Mello teve seu nome sugerido a Lula para a autoridade monetária pelo ministro Fernando Haddad.
O presidente, de acordo com axuiliares, tem feito cálculos políticos antes de bater o martelo. O principal aspecto levado em conta por Lula é a receptividade ao nome de Mello pelos senadores.
Segundo ministros do governo, Lula só pretende oficializar a indicação se tiver certeza que o nome do economista será aprovado pelo Senado. O presidente não está disposto a ir para o tudo ou nada.
A resistência ao economista do PT
O nome de Mello enfrenta forte resistência no mercado financeiro, em razão de suas posições heterodoxas. Nesse cenário, oPalácio do Planalto teme que a Faria Lima pressione os senadores a rejeitarem a indicação.
De acordo com assessores presidenciais, Lula não pode correr o risco de sofrer uma derrota no Senado. Sobretudo em 2026, ano eleitoral. Por esse motivo, o presidente decidiu calcular bem os riscos.
Nas próximas semanas, a prioridade de Lula no Senado será garantir apoio para aprovar a indicação ao STF do ministro da AGU, Jorge Messias, e para anular a quebrou o sigilo de seu filho Lulinha na CPMI do INSS.
Com tantas batalhas a serem enfrentadas no Senado em um ano eleitoral, auxiliares presidenciais dizem que a indicação de Guilherme Mello para o Banco Central fica em segundo plano.




