O cenário conturbado enfrentado pelo governo no Senado passou a influenciar a decisão do presidente Lula sobre indicar o economista Guilherme Mello para uma diretoria do Banco Central (BC).

Atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e filiado ao PT desde a juventude, Mello teve seu nome sugerido a Lula para a autoridade monetária pelo ministro Fernando Haddad.

O cálculo de Lula antes de indicar um economista do PT para o BC - destaque galeria

Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello
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Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello

Washington Costa/MF

Presidente Lula
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Presidente Lula

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Dirigentes do PT de Lula revelam cautela com relatoria de André Mendonça no caso Master
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O presidente, de acordo com axuiliares, tem feito cálculos políticos antes de bater o martelo. O principal aspecto levado em conta por Lula é a receptividade ao nome de Mello pelos senadores.

Segundo ministros do governo, Lula só pretende oficializar a indicação se tiver certeza que o nome do economista será aprovado pelo Senado. O presidente não está disposto a ir para o tudo ou nada.

A resistência ao economista do PT

O nome de Mello enfrenta forte resistência no mercado financeiro, em razão de suas posições heterodoxas. Nesse cenário,  oPalácio do Planalto teme que a Faria Lima pressione os senadores a rejeitarem a indicação.

De acordo com assessores presidenciais, Lula não pode correr o risco de sofrer uma derrota no Senado. Sobretudo em 2026, ano eleitoral. Por esse motivo, o presidente decidiu calcular bem os riscos.

Nas próximas semanas, a prioridade de Lula no Senado será garantir apoio para aprovar a indicação ao STF do ministro da AGU, Jorge Messias, e para anular a quebrou o sigilo de seu filho Lulinha na CPMI do INSS.

Com tantas batalhas a serem enfrentadas no Senado em um ano eleitoral, auxiliares presidenciais dizem que a indicação de Guilherme Mello para o Banco Central fica em segundo plano.



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