A Embaixada dos Estados Unidos no Kuwait foi atingida por ataques no domingo e nesta segunda-feira, 2, durante a ofensiva iraniana contra o país, segundo informações da emissora americana CNN. Não há registro de vítimas.

Um funcionário do governo americano evitou confirmar oficialmente se o prédio diplomático foi atingido diretamente, mas afirmou que não houve feridos. Ainda não está claro se houve danos estruturais significativos, embora tenha sido possível observar fumaça nas proximidades da embaixada.

Em alerta de segurança divulgado nesta segunda-feira, a representação informou que há “ameaça contínua de ataques com mísseis e veículos aéreos não tripulados (drones) sobre o Kuwait” e orientou a população a restringir deslocamentos.

“O público não deve se dirigir à embaixada. Procure abrigo em sua residência, no andar mais baixo disponível e longe de janelas. Não saia às ruas”, diz o comunicado. A missão acrescentou que seus funcionários permanecem abrigados no local.

Em novo aviso, a embaixada anunciou que, “devido às tensões regionais em curso”, todos os atendimentos para vistos e serviços consulares a cidadãos americanos estão suspensos por tempo indeterminado.

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Os ataques ocorrem em meio à escalada militar no Oriente Médio após bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em resposta, Teerã iniciou uma campanha de bombardeios sem precedentes por todo o Oriente Médio, atingindo com sucesso uma base naval americana no Bahrein, aeroportos em Abu Dhabi e no Kuwait, arranha-céus em Dubai e no Bahrein, bem como portos marítimos.

Pelo menos 555 pessoas foram mortas no Irã até o momento pela campanha conjunta EUA-Israel, informou a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano. Nove israelenses morreram devido à retaliação, bem como cinco pessoas em países do Golfo visados por abrigarem bases militares americanas: uma no Kuwait, três nos Emirados Árabes Unidos e uma no Bahrein.

Apesar disso, nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, assegurou que seu país não sente “nenhuma hostilidade” em relação aos países do Golfo.

“O Irã não tem nenhuma hostilidade em relação aos países do Golfo Pérsico e está determinado a manter relações de boa vizinhança com eles”, afirmou ele em conversa telefônica com seu homólogo chinês, Wang Yi. “A retaliação defensiva do Irã contra as bases militares americanas não deve ser considerada um ataque iraniano contra esses países”, acrescentou.



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