O Comando Central dos Estados Unidos afirmou neste domingo, 1°, que destruiu o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã. No X, antigo Twitter, o braço das Forças Armadas dos EUA disse que a guarda iraniana “matou mais de mil americanos nos últimos 47 anos” e que “ontem, um ataque em larga escala dos EUA cortou a cabeça da serpente”, acrescentando: “Os Estados Unidos têm as forças armadas mais poderosas do planeta, e a IRGC (sigla em inglês) não tem mais um quartel-general”.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que nove navios foram afundados. “Acabei de ser informado de que destruímos e afundamos 9 navios da Marinha iraniana, alguns deles relativamente grandes e importantes. Vamos atrás dos demais — em breve eles também estarão boiando no fundo do mar! Em outro ataque, destruímos grande parte do Quartel-General da Marinha deles. Tirando isso, a Marinha deles está indo muito bem!”, escreveu na Truth Social, rede social da qual é dono.

A ofensiva israelo-americana ocorreu após o fracasso da última rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo nuclear que controlaria o programa de enriquecimento de urânio da nação persa, vista como a possível última saída diplomática. Em junho de 2025, os Estados Unidos já haviam bombardeado instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Tel Aviv e Teerã.

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Após os ataques conjuntos, o Irã respondeu com uma onda sem precedentes de disparos retaliatórios por todo o Oriente Médio, visando vários países que abrigam bases militares americanas, incluindo Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Os ataques continuaram durante todo o fim de semana, matando civis, danificando propriedades e paralisando o tráfego aéreo e marítimo em toda a região.

Versões conflitantes

Ainda neste domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica, disse ter atacado o porta-aviões que lidera a armada americana no Golfo Pérsico. O USS Abraham Lincoln é um dos porta-aviões nucleares dos Estados Unidos, considerado pela Marinha americana como “o maior navio de guerra do mundo”. O Comando Central dos EUA, no entanto, negou o ataque ao navio.

“A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alega ter atingido o USS Abraham Lincoln com mísseis balísticos. MENTIRA”, escreveu o comando no X (ex-Twitter). “O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem chegaram perto. O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha implacável do CENTCOM para defender o povo americano, eliminando as ameaças do regime iraniano”, completou.

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O porta-aviões foi enviado ao Golfo Pérsico no final de janeiro (após alguns meses de estadia no Mar do Caribe, onde cercou a Venezuela antes da captura do ditador deposto Nicolás Maduro) como parte do que Trump chamou de “armada”, deslocada para a região “por precaução” devido a tensões provocadas pela violenta repressão do Irã contra manifestantes no início do ano. A frota, então, serviu para fazer pressão sobre o regime dos aiatolás em meio às negociações por um acordo nuclear, que mesmo assim fracassaram.

 

 





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