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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um discurso brando na manifestação bolsonarista que ocorreu na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, neste domingo, 1⁰. Usando colete a prova de balas por baixo da camisa da Seleção Brasileira, o parlamentar criticou o governo Lula, lembrou conquistas do governo Bolsonaro e afirmou que deseja se eleger presidente para poder libertar o próprio pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso no Complexo da Papuda, em Brasília, por tentativa de golpe de estado.
“Eu aprendi honestidade em casa. Eu sou filho de Bolsonaro, não sou filho do Lula. Se eu fosse filho do Lula, eu estaria sendo acusado de receber um mensalão de 300 mil reais de roubo dos aposentados do INSS (…). Seu dinheiro, aposentado do INSS, pode estar na conta do filho do Lula lá na Suiça. Por isso, ninguém não aguenta mais quatro anos de PT. E, nós, o povo vamos tirar essa corja de Brasília (…)”, iniciou Flavio. Segundo o senador, na última visita que ele fez ao pai, na última quarta-feira, 25, ele se comprometeu a anistiar o ex-presidente se for eleito: “Eu disse: ‘pai, em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir a rampa do Palácio do Planalto junto com o povo brasileiro. Brasil acima de tudo!’”.
Flávio também fez acenos políticos a lideranças importantes e poderosas da direita, incluindo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que organizou o ato, o pastor Silas Malafaia e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que não esteve presente na manifestação. “Eu quero agradecer ao meu amigo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, duas pessoas que mais representam o povo de São Paulo. Que vestiram a camisa do Brasil e estão caminhando nesse grande projeto de resgate da nossa nação”, comentou.
Apesar dos acenos, Flávio sequer tocou nome da madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), que também não participou da manifestação neste domingo.
O senador agradeceu ainda as presenças dos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), cotado para ser seu vice, e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que destoou de seu partido, que tenta caminhar ao centro, e fez um discurso com acenos ao bolsonarismo. “Caiado, é muita honra estar no mesmo palanque, defendendo os mesmo ideais, de uma pessoa com a sua história. Isso aqui não é ato eleitoral. Tem aqui dois pré-candidatos, juntos, não estamos disputando votos, estamos aqui pensando no que é melhor para o país”, argumentou Flávio.
Por fim, o senador também fez críticas ao STF, mas muito mais leves que as feitas por Nikolas, que pediu a prisão de Alexandre de Moraes. Ele lembrou que espera que os bolsonaristas conquistem maioria no Senado em 2026 para processos de impeachment serem iniciados. “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado Federal. Mas o povo brasileiro vai ter oportunidade neste ano de escolher candidatos que se comprometam com o resgate da nossa democracia. O nosso alvo nunca foi o Supremo, sempre dissemos que ele era fundamental para a democracia, mas estão destruindo a democracia a pretexto de defendê-la para atingir [Jair] Bolsonaro”.