
Ler Resumo
Uma mulher de 22 anos foi morta, segundo a Polícia Militar, pelo próprio marido, de 35 anos, nesta segunda-feira, 23, em São Paulo. Priscila Versão era amiga de Tainara Sousa Santos, que também foi vítima de feminicídio no ano passado ao ser arrastada por um carro em alta velocidade na Marginal Tietê, zona norte da capital paulista, em episódio que chocou o país pela brutalidade.
De acordo com informações policiais, o marido de Priscila foi até um pronto-socorro pedir ajuda depois de encontrar a mulher engasgada, o que para os policiais é uma versão falsa. A equipe médica, porém, constatou a morte da jovem e diversas marcas no corpo — indicativo de espancamento.
O acusado do crime é o motorista Deivit Pereira. Segundo apuração preliminar, os dois foram para um bar com apresentação de banda de pagode. Eles brigaram no local e o marido teria agredido Priscila dentro do carro deles. Segundo a versão apresentada por ele, logo após a discussão, ele teria ido até um posto comprar gasolina com intenção de atear fogo no próprio corpo. Quando retornou para o bar, teria encontrado a mulher desacordada e sangrando na calçada — foi quando começou a buscar socorro. Ele está preso. Priscilla era mãe de três crianças.
Amiga morreu em dezembro
Prsicila era amiga de Tainara, que permaneceu por mais de vinte dias internada em São Paulo depois de ser arrastada por um carro dirigido por Douglas Alves da Silva. O crime ocorreu em 29 de novembro do ano passado na Marginal Tietê, após desentendimento entre os dois.
Durante o tempo de internação no Hospital das Clínicas, equipes médicas precisaram amputar as duas pernas da vítima. Ela passou por pelo menos cinco cirurgias. Douglas está preso. Inicialmente ele era investigado por tentativa de feminicídio, mas o caso foi reclassificado como feminicídio consumado após a morte de Tainara.A pena para feminicídio no Brasil varia de 20 a 40 anos de prisão no regime inicial fechado.