A igreja mais alta do mundo ficou ainda maior: a Sagrada Família, em Barcelona, ganhou uma nova cruz de 17 metros no topo de sua torre central nesta sexta-feira, 20, elevando sua altura total a 172,5 metros.

“Hoje era um dia que estávamos ansiosamente aguardando. Tudo correu muito bem”, disse o arquiteto-chefe do templo, Jordi Faulí.

A cruz branca foi posicionada no topo da Torre de Jesus Cristo, a peça central da basílica. A operação, realizada com guindaste e trabalhadores suspensos por cintos de segurança, foi acompanhada por centenas de turistas que se reuniram em frente ao templo para registrar o momento.

Embora a Sagrada Família seja o edifício mais alto de Barcelona, o topo da torre ainda permanece ligeiramente abaixo da montanha de Montjuïc, que chega a 177 metros. A decisão segue a visão de Antoni Gaudí, arquiteto catalão e devoto católico, que não queria que sua obra superasse o que considerava criação divina.

Os andaimes ainda cercam a torre e serão removidos gradualmente até 10 de junho, data prevista para a bênção oficial do monumento, coincidindo com o centenário da morte de Gaudí, que faleceu em 1926 após ser atropelado por um bonde. A expectativa é que o Papa Leão XIV participe da cerimônia, embora a presença ainda não tenha sido confirmada.

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A colocação da cruz representa um marco significativo na longa história de construção da igreja, iniciada em 1883. O projeto enfrentou inúmeros contratempos ao longo de mais de um século, incluindo a Guerra Civil Espanhola e a pandemia de Covid-19, que atrasaram a conclusão prevista para 2026. “Há a intenção de concluir em cerca de dez anos, mas não é um compromisso definitivo, pois muitas coisas podem acontecer”, afirma Faulí.

A Sagrada Família já se tornou a igreja mais alta do mundo em outubro passado, depois de mais uma parte da sua torre central ter sido erguida, ultrapassando o pináculo da Igreja de Ulm, na Alemanha, prédio luterano gótico construído ao longo de mais de 500 anos.

A Sagrada Família é também o monumento mais visitado da Espanha, com cerca de 4,8 milhões de ingressos vendidos em 2024. O financiamento para a obra ainda depende em grande parte das entradas, e a conclusão total da basílica deve levar mais uma década.



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