Preocupados com os efeitos do desfile da Acadêmicos de Niterói sobre o eleitorado evangélico, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alinharam uma estratégia para esfriar a crise com os religiosos.

Em uma das alas, a escola de samba que homenageou o petista na Marquês de Sapucaí apresentou os neoconsevadores em conserva, representada por uma fantasia em formato de lata com o rótulo estampando a imagem de uma família conservadora.

Isso teria irritado lideranças evangélicas, afastando-as ainda mais do Palácio do Planalto em um momento em que Lula vinha tentando se aproximar desse grupo.

Segundo fontes, auxiliares foram orientados a não entrarem em polêmicas sobre o tema. Há a leitura de que o silêncio pode evitar desdobramentos, o que colaboraria para um distensionamento.

Em paralelo, também há quem defenda que o próprio presidente e os ministros, quando confrontados sobre o tema, expliquem que a Acadêmicos de Niterói teve total autonomia sobre o que apresentaria na avenida. Com isso, a avaliação é que o governo conseguiria se eximir de responsabilidade sobre o que passou pela Sapucaí.

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