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Em diversos pontos do mundo, policiais estão criando estratégias para conseguir chegar em criminosos procurados ou prender bandidos em flagrante. Para não chamar atenção e passarem despercebidos, um modo é usar fantasias. Dessa maneira, a Polícia Civil de São Paulo conseguiu colocar atrás das grades mais de vinte ladrões que atuavam em blocos de carnaval.
“A ideia surgiu da necessidade estratégica de intensificar o combate a furtos e roubos nas grandes aglomerações do Carnaval de São Paulo. A adoção de policiais disfarçados com fantasias facilita a infiltração nos blocos, permitindo atuação preventiva e repressiva”, disse a delegada Sandra Buzati, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). “As equipes, formadas em média por seis a oito policiais, atuam em locais definidos com base em análise de inteligência, que considera histórico de ocorrências, fluxo de foliões e registros anteriores de furtos”, afirmou.
A delegada disse ainda que as fantasias são escolhidas de forma planejada, priorizando personagens que se integrem naturalmente ao perfil dos eventos e observando critérios operacionais como conforto e segurança. Uma vez disfarçados entre os foliões, as equipes da Polícia Civil paulista observam o comportamento das pessoas. Chamam atenção as pessoas que circulam sem participação efetiva nos blocos e que se aproximam diversas vezes das potenciais vítimas.

Não apenas flagrantes são realizados. Durante abordagens, os policiais realizam consultas em sistemas policiais e, quando necessário, utilizam reconhecimento facial por meio de dispositivos móveis. Caso seja identificado mandado de prisão em aberto, a captura é realizada.
Segundo informações da polícia paulista, no Carnaval deste ano, equipes de segurança utilizaram fantasias como Scooby-Doo, Caça-Fantasmas, Chaves e extraterrestres. Prisões em flagrante foram realizadas na Barra Funda, Parque Ibirapuera, Consolação e República. Os detidos devem responder por furto, roubo, receptação, tráfico de drogas e venda de bebidas clandestinas.