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O Brasil tem a maior concentração de descendentes de italianos do mundo. Essa história começou quando os europeus começaram a vir ao país no final do século XIX, estabelecendo-se nas regiões sul e sudeste, sobretudo em São Paulo. Estima-se que 70% dos imigrantes italianos tenham escolhido o estado paulista como destino. Essa migração fez com que muitos descendentes buscassem em suas origens a chance de uma dupla cidadania como aposta para uma nova vida em terras europeias ou mesmo a expectativa de uma entrada facilitada no Velho Continente.
Diante da grande procura em regularizar a cidadania italiana, em 2025 o governo italiano alterou as regras consulares, impactando diretamente milhares de descendentes no Brasil e no mundo. As mudanças restringiram o acesso à regularização de documentos, que antes era praticamente automática, como a cidadania dos filhos.
Para viver legalmente na Itália, o estrangeiro precisa de visto de residência e, uma vez que o caminho da dupla cidadania foi dificultado, uma opção é por meio do golden visa, programa que permite residência legal e acesso a direitos equivalentes aos de um cidadão europeu, através de investimento relevante em empresas situadas no país.
Diferente de outras modalidades de golden visa de países europeus como Portugal, na Itália o direito não se dá pelo aporte em imóveis, mas em investimentos em áreas estratégicas. De acordo com o site da embaixada italiana, o visto de investidor permite a entrada e a permanência de longa duração na Itália para cidadãos que não fazem parte da comunidade europeia mediante um investimento no mínimo de 2 milhões de euros em títulos do Estado com vencimento residual não inferior a dois anos, 500 000 euros em uma sociedade de capital, 250 000 euros em uma start-up incluída em uma lista odivulgada no site oficial da embaixada e atualizada semanalmente e, por fim, através de doação de caráter filantrópico.
Diante dessa oportunidade, um grupo de empresários brasileiros criou o Villa Tropical, um condomínio de alto padrão à beira-mar em Ávola, na Sicília, elegível para o Golden Visa italiano. A solução encontrada foi a constituição de uma SRL (società a responsabilità limitata), modelo societário italiano similar à limitada brasileira. Assim, o investidor deixa de ser apenas comprador para se tornar coproprietário de uma empresa italiana. “Nesse modelo, o investidor irá aportar capital diretamente na empresa operadora e se tornará sócio dela, o que garante a propriedade de uma quota e, consequentemente, a titularidade perpétua da unidade, com escritura definitiva registrada na Itália e o principal, a facilidade para o Golden Visa, que garante todos os direitos de um cidadão europeu, ao investidor”, comenta Gabriel Loschiavo, sócio da Intrsut, que atua como sócia gestora do projeto.
Dessa maneira, o empreendimento Villa Tropical se tornou um atalho para quem deseja mais que um imóvel na Itália. Ele permite por tabela residir no país de forma legal e aproveitando a diversificação de patrimônio por meio de um investimento em ativo imobiliário. O empreendimento permite que o proprietário administre sua unidade através de locações de curta ou longa temporada, se tornando, portanto, uma possibilidade de renda recorrente em euro, uma moeda que está constantemente em valorização.
O condomínio Villa Tropical promete oferecer uma infraestrutura completa, com piscina aquecida, spa, sauna, bar e áreas de lazer e convivência. Serão dez residências exclusivas, de 120 m² a 260 m² com valores que variam de 700 mil a 1,25 milhão de euros. As obras têm início previsto para o primeiro semestre deste ano, com prazo legal para conclusão previsto para até 2028. O aporte necessário pode ser feito à vista ou de forma progressiva, conforme o cronograma da obra e desde que atinja o valor mínimo exigido pelo programa italiano para a elegibilidade ao Golden Visa.