
Desde que foi anunciada como rainha de bateria da Grande Rio, Virginia Fonseca não sai da mídia. Intensificada pela aproximação da data momesca, a confluência de notícias sobre seu relacionamento com Vini Jr, somada às aulas de samba no pé e toda sua exaustiva tentativa de angariar torcidas para si, fazem com que Virginia seja mais falada que o próprio enredo da agremiação que ela defenderá nas próximas semanas. Substituindo Paolla Oliveira no almejado cargo, Virginia se tornou personagem maior que Chico Science, foco do enredo A Nação do Mangue.
Não só pela vida exposta aos montes nas redes sociais, junto ao romance com o jogador – recentemente até sobre sexo com ele andou falando. Mas também por não saber a hora certa de sair do recuo da bateria, deixando os ritmistas para trás; e até por não saber como funciona a cuíca, um dos instrumentos primordiais numa bateria. Está complicado para o lado dela.
Posto isso, não custa reforçar: o tema celebra o movimento cultural e musical Manguebeat, e destaca a fusão de ritmos como maracatu com rock, hip-hop e música eletrônica, originado em Recife (PE) nos anos 1990, focando na resistência da periferia e a ecologia. É pena que nada disso seja destaque. Só se olha para os pés descompassados de uma novata rainha.