Ler Resumo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de segunda-feira 2 que seu governo deseja uma indenização de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) de Harvard, depois que o jornal americano The New York Times informou que a universidade havia obtido concessões na negociação que atualmente mantém com o governo.

“Agora estamos buscando 1 bilhão de dólares de indenização e, no futuro, não queremos ter mais nada a ver com a Universidade de Harvard”, escreveu Trump em sua rede, a Truth Social. “Eles queriam um conceito complexo de treinamento profissional, mas a proposta foi rejeitada por ser totalmente inadequada e, em nossa opinião, ineficaz”, acrescentou.

A administração Trump e Harvard engataram numa feroz queda de braço desde abril, quando a faculdade da Ivy League anunciou que não acataria a uma lista de exigências da Casa Branca por “ferir a liberdade acadêmica”. O governo americano, então, dobrou a aposta e congelou um repasse de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) a Harvard, ameaçando um corte total e definitivo do financiamento federal.

Funcionários do governo Trump acusaram Harvard e outras universidades de promover o que chamam de “ideologia woke” e de não proteger de maneira suficiente os estudantes judeus durante uma onda de manifestações pró-Palestina em campi americanos em 2024, apresentando denúncias na Justiça e exigindo pagamentos exorbitantes para encerrar processos.

Críticos, enquanto isso, apontaram uma campanha de pressão e coação do governo sobre as universidades. “Quando as autoridades dizem ‘você não pode enveredar por tal caminho porque eu não gosto’, violam um princípio sobre o qual se ergueu a própria identidade dos Estados Unidos — o da liberdade radical de pensamento de qualquer natureza. Mais inaceitável ainda é fazê-lo sob a ameaça de subtração de verbas”, disse a VEJA o jurista Lee Bollinger, ex-reitor da Universidade de Columbia.

Continua após a publicidade

Acordo em negociação

Mais cedo na segunda-feira, o NYT informou que Trump havia retirado as exigências de sua administração de um pagamento de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) por parte de Harvard, após negociações prolongadas.

No ano passado, o presidente dos Estados Unidos havia dito a jornalistas que as negociações estavam próximas de chegar a um acordo de IS$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) com Harvard. A proposta obrigaria a universidade a investir o montante, ao longo de anos, em pesquisas, escolas profissionalizantes e programas vocacionais e educacionais. Mas a negociação estabelece um ganho importante para a instituição: não teria que pagar o valor ao governo Trump, como Columbia, que fechou um acordo com a Casa Branca após enfrentar acusações semelhantes.

Harvard teria, ainda, de se comprometer a combater o antissemitismo no campus. Em troca, o financiamento de pesquisa seria restaurado e não seria obrigada a nomear um monitor, uma condição estabelecida pela universidade como defesa à liberdade acadêmica. Ao mesmo tempo, o governo Trump também enterraria investigações contra a instituição, como as conduzidas pelo Departamento de Justiça e pelo Departamento de Comércio, além de interromper os esforços para que Harvard não possa matricular estudantes estrangeiros.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *