O Globo de Ouro anunciou nesta quinta-feira, 7, novas regras sobre o uso de inteligência artificial nas produções elegíveis à premiação. Segundo a organização, o uso de IA “não desqualifica automaticamente uma obra”, mas a figura humana precisa ser fundamental no processo de produção.

Segundo as novas diretrizes, produções que usam IA podem concorrer na premiação desde que a tecnologia seja usada como parte do processo de produção, sem substituir “as contribuições criativas essenciais do talento humano”. “Um trabalho submetido em qualquer uma dessas categorias permanece elegível, desde que as principais contribuições criativas na área relevante — incluindo, entre outras, direção, roteiro, composição e animação — sejam originárias principalmente de indivíduos humanos creditados”, atesta a norma.

Para definir se o uso da tecnologia é ou não válido, o Comitê de Elegibilidade do Globo de Ouro analisará caso a caso, e poderá solicitar informações ou materiais adicionais para avaliar o papel da IA na criação da obra. Nas categorias de atuação, por exemplo, podem concorrer apenas trabalhos feitos primordialmente pelo ator creditado, vetando performances que sejam “substancialmente geradas ou criadas por inteligência artificial”. Ao invés disso, a tecnologia pode ser usada para aprimorar ou servir de apoio ao trabalho do ator, desde que o uso tenha sido devidamente autorizado pelo artista.

 



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