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Moscou alertou nesta terça-feira, 3, que o mundo caminha para “uma posição mais perigosa do que nunca”, já que o último tratado nuclear entre Estados Unidos e Rússia deve expirar nesta semana.

Conhecido como Novo START, o último tratado de limitação de armamento nuclear em vigor entre Washington e Moscou deve expirar na quinta-feira, 5, e com isso cairão as restrições às duas principais potências atômicas.

“Em poucos dias, o mundo estará numa posição mais perigosa do que nunca”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas.

O governo russo apresentou a proposta de uma prorrogação de um ano do tratado, mas Peskov destacou que “ainda não recebemos resposta dos americanos à iniciativa”.

Se o tratado não for prorrogado, as duas principais potências nucleares do mundo “ficariam sem um documento fundamental que limite e controle os arsenais”, acrescentou ele.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em setembro passado que uma prorrogação do acordo Novo START “soa como uma boa ideia”, mas pouco mudou desde então.

Novo START

O Novo START foi assinado em 2010 pelo então presidente russo Dmitry Medvedev e por seu homólogo americano Barack Obama. O tratado inclui um mecanismo de supervisão e estabelece para cada parte um teto de 800 lançadores e bombardeiros pesados e 1.550 ogivas estratégicas ofensivas instaladas — uma redução de quase 30% na comparação com o limite anterior, estabelecido em 2002.

A Rússia, no entanto, suspendeu as inspeções de verificação durante a pandemia de Covid-19 e as negociações para ampliar o acordo foram rompidas nos últimos anos devido às tensões relacionadas à guerra na Ucrânia.

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Moscou também acusou Washington de dificultar as missões de vigilância em território americano.

Em 2023, a Rússia congelou sua participação no Novo START, mas continuou respeitando voluntariamente os limites estabelecidos no tratado. Ao longo do conflito na Ucrânia, porém, o governo russo intensificou a retórica nuclear e, em 2025,  testou seus mais novos porta-aviões com capacidade atômica. Em resposta, Trump despachou dois submarinos movidos a propulsão nuclear da Rússia, elevando tensões.



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