
O presidente Lula discursou, há pouco, em sessão solene da abertura do Ano Judiciário de 2026, na sede do STF, em Brasília. Sem citar nomes, o petista elogiou o papel da Justiça Eleitoral, sob liderança do TSE, na “defesa da normalidade democrática”.
A declaração soou como um elogio implícito às atuações do ministro Alexandre de Moraes e da ministra Cármen Lúcia na presidência do órgão. Moraes presidiu o TSE entre agosto de 2022 e junho de 2024, período que incluiu, entre outros pontos, uma tentativa de golpe de Estado no Brasil após as eleições presidenciais de 2022. Já a ministra chegou à cadeira da presidência do TSE em junho de 2024, cargo que ocupa até hoje.
“Senhor presidente [Edson Fachin], é preciso destacar o papel da Justiça Eleitoral, sob a liderança do TSE, na defesa da normalidade democrática. O TSE tem sido pilar fundamental da proteção à soberania do voto e da legitimidade do processo eleitoral”, disse Lula.
Na sequência, o presidente da República afirmou que as campanhas eleitorais deste ano imporão um “enorme desafio” à Justiça Eleitoral, citando como exemplo a “manipulação da opinião pública” por meio de fake news, a contratação de influenciadores para “atacar adversários” em redes sociais e o uso indevido da inteligência artificial para “produzir realidades paralelas”.