Do ponto de vista do advogado Albert Halex, representante da família do adolescente, de 16 anos, espancado pelo ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Turra (foto em destaque), de 19 anos, a manutenção da prisão preventiva do investigado representa um passo importante na busca por justiça e responsabilização pelos fatos ocorridos. No entanto, para o jurista, a concessão de um cela especial, causou profundo desconforto.

Nota - Metrópoles
Defesa de adolescente espancado por piloto se manifesta sobre manutenção de prisão preventiva

“Causou profundo desconforto o deferimento de cela especial, medida que reforça a sensação de privilégio e tratamento diferenciado, algo que, infelizmente vem sendo observado desde o início do caso. A justiça deve ser igual para todos, sem distinções que afrontem o sentimento coletivo de equidade e respeito às vítimas“, afirmou Halex.

Pedro foi preso preventivamente na tarde desta sexta-feira (30/1) por lesão corporal gravíssima contra o jovem. O adolescente está intubado na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital particular de Águas Claras (DF).

Turra deverá ficar em cela especial por tempo indeterminado. Segundo o advogado Daniel J. Kaefer, representado do investigado, após a audiência de custódia realizada neste sábado (31/1), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou que o piloto permanecesse em cela privativa enquanto estiver no Departamento de Polícia Especializada (DPE) devido a supostas ameaças direcionadas a ele.

Em nota, os advogados Daniel Kaefer e Eder Fior  afirmaram que a defesa do piloto “se manifesta extremamente preocupada com a integridade física, e estarrecida com as espetacularizações perpretadas pelo delegado e agentes de polícia que diretamente desrespeitaram a decisão judicial de preservação da imagem do custodiado”.

Delegado traça o perfil de Pedro Turra: “Não aceita o ‘não’”.

“Ao momento, que estes e demais pontos acerca da defesa serão levado as instâncias competentes para que se redignifique o devido processo legal”, completa a defesa de Turra.

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3 de 4Material cedido ao Metrópoles
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4 de 4Imagem cedida ao Metrópoles

Inicialmente, o piloto havia sido preso na última segunda-feira (26/1), mas foi solto no dia seguinte após pagar R$24 mil de fiança. Segundo o delegado da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), Pablo Aguiar, a princípio, Turra é uma pessoa sem antecedentes, mas que já se envolveu em confusões.

Entenda o caso:

  • Pedro Turra e um adolescente de 16 anos se envolveram em uma briga, na noite dessa quinta-feira (22/1), em Vicente Pires (DF).
  • Durante a briga, Pedro jogou um chiclete mascado em um amigo do menor de idade; este respondeu que não deixaria barato se a situação tivesse ocorrido com ele.
  • Em seguida, a briga começou. Vídeos gravados por testemunhas mostram Pedro e o adolescente se agredindo.
  • Em certo momento, o piloto dá um soco que faz o rapaz bater a cabeça em um carro. Ele parece perder as forças, e colegas, enfim, separam a briga.
  • Gravemente ferido, o menor que bateu a cabeça no carro foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras, onde permanece intubado em estado grave. Ele vomitou sangue ao ser socorrido.
  • Pedro Turra deve responder por lesão corporal grave, mas a tipificação do caso pode mudar conforme o quadro de saúde do adolescente internado.
  • No depoimento, Pedro Turra disse que não queria machucar o adolescente e apenas estava tentando evitar as agressões. Ele também pediu perdão ao jovem e à família dele
  • Histórico de crimes do piloto
  • O soco que derrubou um adolescente de 16 anos, levando-o à UTI, foi o episódio de violência mais recente envolvendo o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos.

Com a repercussão do caso, vieram à tona ao menos outras três ocorrências policiais no Distrito Federal:

  • uma agressão denunciada meses antes;
  • uma briga de trânsito que terminou em agressão; e
  • uma denúncia de que ele teria coagido uma adolescente a ingerir bebida alcoólica

 



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