A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagraram na manhã desta terça-feira, 27, a segunda fase da Operação Fogo Amigo, que investiga empresários e policiais militares na venda ilegal de armas de fogo para organizações criminosas em estados do Nordeste brasileiro.

Os nove mandados de busca e apreensão ocorreram em cidades dos estados de Pernambuco e Alagoas. Segundo informações preliminares, o bando criminoso atua ainda na Bahia e Sergipe. “Os alvos são endereços residenciais e comerciais de lojistas e policiais militares investigados por integrar e operar o esquema criminoso de dimensão interestadual, localizados nos municípios pernambucanos de Araripina e Petrolina, e alagoanos de Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro”, informou o MP da Bahia.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. As penas para os atos ilícitos variam entre 13 e 35 anos de prisão no regime inicial fechado. A Justiça determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores de até 10 milhões de reais dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de duas lojas que comercializavam material bélico de forma irregular e afastamento cautelar das funções públicas de quatro policiais militares. A PF e o Gaeco da Bahia contaram ainda com apoio na operação do Exército Brasileiro e das Corregedorias das Polícias Militares da Bahia e de Pernambuco. 

Investigações ocorrem desde 2024

A primeira fase da operação Fogo Amigo foi deflagrada em 21 de maio de 2024, segundo informou a Promotoria da Bahia. Na ocasião, o principal objetivo era desarticular organização criminosa formada por policiais militares baianos, pernambucanos, CACs e lojistas especializados em vender armas e munições ilegais para facções criminosas. Na ocasião, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão.



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