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A primeira rodada do ano da pesquisa Genial Quaest, divulgada recentemente, trouxe uma fotografia intrigante sobre Lula e a polarização que sufoca o país.
O petista conduz um governo reprovado por 49% dos eleitores.
Os que acreditam que Lula não merece um novo mandato somam 56% dos entrevistados.
O mesmo patamar de entrevistados (56%) considera que o Brasil comandado por Lula está na direção errada.
São 43% os que dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses.
Para 58%, os preços subiram nos supermercados no último mês.
Já 61% dizem que o poder de compra é menor agora do que era há um ano.
No país governado por Lula e o petismo, o brasileiro se mostra hoje um sujeito preocupado com a violência crescente nas cidades, com o avanço dos problemas sociais, apesar de toda a gastança estatal, e com a corrupção.
Tirando escritórios de advogados criminalistas que lucram defendendo políticos e burocratas, ninguém está feliz com o que ocorre na República. Os escândalos voltaram a lotar prateleiras de processos na Polícia Federal e nos tribunais.
Um cenário como esse seria fatal aos sonhos eleitorais de qualquer candidato, mas Lula, veja só, lidera a corrida pela reeleição contra Flávio Bolsonaro.
O eleitor brasileiro que está infeliz com a economia, inseguro nas ruas e com menos dinheiro no bolso, descrente nos rumos do país e sentindo que “Lula já deu o que tinha que dar” é, em sua maioria, um eleitor apavorado com a ideia de um Bolsonaro voltar ao Planalto.
Os dados da pesquisa Quaest mostram que entre o quadro de desalento com Lula e a volta do bolsonarismo ao poder, 46% dos eleitores dizem ter mais medo da volta de Bolsonaro. Os que dizem temer a continuidade de Lula somam 40%.
É por isso que Lula e o petismo torcem como nunca pela candidatura de Flávio. O caminho da reeleição de Lula passa por por convencer o país de que é o menos pior. Com um Bolsonaro como rival, isso fica mais fácil — e é aí que está a energia vital do petista.