Mesmo com a queda de Bashar al-Assad, a Síria entrou nos primeiros dias de 2026 como em anos atrás: sendo palco de conflitos entre grupos e facções que estão em guerra civil desde 2014. Desta vez, forças do atual governo interino e as Forças Democráticas Sírias (SDF) seguem em combate há três dias.

A nova onda de conflitos surgiu após negociações entre a administração de Ahmed al-Sharaa e a organização militar liderada por curdos, que lutou contra o Estado Islâmico (ISIS) na Síria ao lado da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos, no início dos anos 2010.

O principal ponto das discussões diz respeito a um acordo firmado entre o governo sírio, e as SDF, em março do último ano. À época, ambos os lados concordaram em integrar combatentes do grupo às atuais forças governamentais. Além disso, o pacto assinado em 2025 previa a transferência de territórios governados pelos curdos para o governo central sírio.

Depois da nova rodada de negociações, no domingo (4/1), nenhum resultado concreto foi alcançado. E acusações de ataques do SDF, por parte de Damasco, provocaram novos conflitos. De acordo com o Ministério da Defesa sírio, combatentes curdos teriam atacado um posto de controle da polícia na cidade de Deir Hafer.

Na segunda-feira (5/1), as Forças Democráticas Sírias acusaram o governo interino de Ahmed al-Sharaa de bombardear posições do grupo, assim como civis, na cidade de Deir Hafer, com a ajuda de facções alinhadas a Damasco.

Os confrontos, então, se deslocaram para a região de Aleppo, localizada no norte do país e controlada pelo novo governo — mas com regiões habitadas por curdos.

Até o momento, observatórios apontam que a recente onda de violência na Síria deixou cinco civis mortos.

Desde a queda do regime liderado pela família Assad por mais de 50 anos, a situação na Síria continua tensa. Apesar do reconhecimento por grande parte da comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos de Donald Trump, o novo governo sírio tem encontrado dificuldades de colocar em prática suas promessas.

Entre elas a integração e união nacional de um país que, na última década, ficou fragmentado e governado por diferentes atores.



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