O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse neste sábado (3) que a avaliação jurídica da operação dos Estados Unidos na Venezuela é complexa e “levará tempo” para avaliá-la, acrescentando que os princípios do direito internacional devem ser aplicados.
Merz pediu que “uma transição para um governo legitimado por eleições deve ser garantida” e advertiu que “a instabilidade política não deve surgir na Venezuela”.
A declaração foi feita após o Exército dos Estados Unidos capturarem o ditador venezuelano, Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.
O presidente dos Estados Unidos informou que o país será governado pelos EUA por enquanto, inclusive com o envio de tropas se necessário.
“Vamos governar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e sensata”, disse Trump durante uma coletiva de imprensa em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, neste sábado. “Não podemos correr o risco de que alguém assuma o poder na Venezuela sem ter os interesses dos venezuelanos em mente.”
A remoção de Maduro, que governou a Venezuela por mais de 12 anos, potencialmente abre um vácuo de poder no país latino-americano.
Qualquer desestabilização séria na nação de 28 milhões de habitantes ameaça entregar a Trump o tipo de dificuldade que tem marcado a política externa dos EUA durante grande parte do século XXI, como as intervenções no Afeganistão e no Iraque.
Os EUA não realizam uma intervenção tão direta em sua região de influência desde a invasão do Panamá, há 37 anos, para depor o líder militar Manuel Noriega sob a acusação de comandar uma operação de narcotráfico.
Washington tem feito acusações semelhantes contra Maduro, acusando-o de comandar um “narcoestado” e de fraudar as eleições de 2024.
Maduro, um ex-motorista de ônibus de 63 anos escolhido a dedo por Hugo Chávez, em seu leito de morte, para sucedê-lo em 2013, negou as acusações e afirmou que o governo tinha a intenção de assumir o controle das reservas de petróleo de seu país, as maiores do mundo.