
Enquanto os bastidores políticos ganham foco após o anúncio da candidatura à presidência de Flávio Bolsonaro, o mercado tentar interpretar o comunicado do Banco Central emitido com a decisão do Copom de manter a taxa de juros no atual patamar de 15% ao ano. É dessa forma que Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, interpretou a semana no mercado financeiro. Para o especialista, a decisão política só acontecerá mesmo por volta do carnaval de 2026 enquanto a taxa de juros pode começar a cair, sim, a partir de janeiro. “No Brasil, a gente teve uma decisão de juros em que o mercado ficou com um gostinho de que o (Gabriel) Galípolo foi excessivamente cauteloso. Ele poderia ter tirado a expressão ‘por um período bastante prolongado’. Mas o fato é que na próxima reunião de janeiro, muito provavelmente, no horizonte relevante da política monetária, a inflação vai estar rodando em 3,1%. Então, aí seria um excesso de zelo dele porque na outra reunião (em março) ela poderia estar rodando em 2,9%, o que é abaixo da meta”, diz.