
A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência não caiu nada bem para lideranças de partidos do Centrão, como PP, União e Republicanos. O movimento, que causou espanto por não ter sido dialogado antes, foi apontado por integrantes das legendas por quatro motivos: negociar a anistia para o ex-presidente, isolar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ter o controle da decisão do nome e manter a chama do bolsonarismo acesa.
A leitura é de que o filho de Bolsonaro não vai abrir mão da disputa tão fácil. De olho nisso, a ideia do bloco é atrair PSD e até MDB em nome da candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no ano que vem. O discurso ‘ainda precisa ser muito bem amarrado’, disse um dos caciques, mas até lá, espera ‘decantar’.