
As pessoas que recebem um ou mais programas sociais dos governos viram os seus benefícios perderem poder de compra e tiveram uma pequena queda no valor que receberam em 2025 na comparação com 2024. É o que mostram novos dados da Pnad Contínua divulgados nesta sexta-feira, 8, pelo IBGE. A pesquisa, anual, mostra a evolução dos rendimentos de todas as fontes dos brasileiros, para além dos salários e rendimentos com trabalho
Em 2025, as pessoas inscritas em algum programa social, seja federal. estadual ou municipal, receberam, em média 870 reais por mês, de acordo com o IBGE, e eles representaram 3,5% da média de tudo o que os domicílios brasileiros receberam em renda no ano passado. Os valores levam em conta a soma de todas as transferências que o titular dos programas recebe.
É uma ligeira redução na comparação com 2024, quando esse valor foi de 875 reais, na média, e a participação total dos programas sociais na renda dos brasileiros tinha sido de 3,8%. Os valores já são corrigidos pela inflação.
Apesar na estagnação nos anos recentes, os pagamentos dos programas sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada, os maiores deles no país, estão substancialmente maiores do que em 2019, último ano antes do estouro na pandemia de covid-19.
Naquele ano, os programas de ajuda à baixa renda estavam pagando, em média, 508 reais a cada beneficiário. É um aumento de 71% desde então, já considerados os reajustes acima da inflação. A participação dos benefícios sociais no total da renda também era bem menos, de 1,5% de tudo o que os brasileiros ganharam em 2019 – metade da proporção atual.