O governo dos Estados Unidos anunciou sua nova estratégia de segurança nacional que inclui aumentar a presença militar na América Latina. A justificativa oficial americana é intensificar o combate ao tráfico de drogas, ao tráfico de pessoas e à imigração ilegal na região. A apuração é da âncora Débora Bergamasco durante o CNN 360º.
O governo brasileiro demonstrou grande preocupação com o anúncio. Fontes do governo afirmaram que esta nova estratégia é considerada “péssima para a região e para o Brasil”. A apreensão não se restringe apenas aos efeitos nos países vizinhos produtores de drogas na América do Sul, mas também sobre possíveis tentativas de influência no próprio Brasil.
Alegações de interferência americana no Brasil
De acordo com fontes consultadas, o governo brasileiro alega que os Estados Unidos já tentaram influenciar e intervir no STF (Supremo Tribunal Federal) brasileiro anteriormente. Especificamente, afirmam que o governo de Donald Trump teria tentado modificar ou mudar o julgamento relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), embora não tenham sido fornecidos detalhes específicos sobre como essa suposta interferência teria ocorrido.
Questionado sobre quais medidas serão tomadas diante desta nova postura americana, fontes indicaram que, por enquanto, o Brasil adotará a tradicional cautela diplomática, observando os desdobramentos da situação. No entanto, o recado que o governo brasileiro pretende transmitir é claro: o Brasil está observando atentamente e “não vai abrir mão da democracia” enquanto o presidente Lula (PT) estiver na presidência do país.
A tensão entre Brasil e Estados Unidos sobre este tema reflete um contexto mais amplo de preocupações com a política externa americana para a América Latina, especialmente em relação à Venezuela. O governo brasileiro tem mantido uma posição independente em relação à crise venezuelana, buscando soluções diplomáticas em vez de apoiar intervenções externas.