O PCE (índice de preços de gastos com consumo, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aumentaram 03,% em setembro, em comparação ao mês anterior, de acordo com informações divulgadas pelo Bureau of Economic Analysis nesta sexta-feira (5).

O ritmo de aumento dos preços permaneceu persistente em setembro e o consumo diminuiu em relação ao mês anterior.

Os preços da gasolina estiveram elevados em setembro, contribuindo para o aumento da inflação geral. Os preços dos alimentos também subiram pelo segundo mês consecutivo. Logo, excluindo esses componentes voláteis, o núcleo do índice de preços PCE aumentou 0,2%.

Em comparação com o mesmo período de 2024, o PCE de setembro deste ano aumentou 2,8%.

O resultado veio em linha com o esperado por analistas, mas acelerou em relação ao mês passado, quando registrou 2,7%.

Os dados vieram, de maneira geral, como o previsto. Os economistas esperavam que a inflação subisse 0,2% em relação a agosto e subisse ligeiramente para 2,8%, de acordo com a FactSet.

O atraso na publicação dessas informações se deu devido ao shutdown de 43 dias do governo dos EUA, a mais longa paralisação que o país já enfrentou.

Este é o último dado oficial sobre inflação a ser divulgado antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (o Fed, banco central norte-americano), que está prevista para os 9 e 10 de dezembro, na semana que vem. Além disso, é o indicador de inflação preferido que os dirigentes utilizam para a meta de 2%.

Segundo a ferramenta FedWatch da CME, há uma possibilidade agora de 87% de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros na reunião deste mês.

Os americanos também reduziram um pouco as compras em setembro, após o aumento de gastos em agosto. Os gastos subiram 0,3% ante o mês anterior e ficaram estáveis ​​quando ajustados pela inflação.

O alto custo de vida afeta a confiança do consumidor americano, que caiu em meio a preços persistentemente altos, bem como aos altos níveis de incerteza relacionados às tarifas elevadas do governo de Donald Trump.

*Com informações de Alicia Wallace, da CNN Internacional



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