Com dívida bruta equivalente a 93,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o Brasil aparece entre as nações com maior endividamento público global, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). O patamar coloca o país à frente de boa parte das economias emergentes e próximo de países desenvolvidos tradicionalmente pressionados por elevados compromissos fiscais.

No ranking global, a liderança isolada é da Venezuela, cuja dívida pública alcança 308,7% do PIB, seguida por Japão (206,5%) e Sudão (187,6%). Singapura, Bahrein, Grécia, Líbano e Itália também aparecem entre os países mais endividados do planeta.

Entre as grandes economias, os Estados Unidos registram dívida de 123,9% do PIB, enquanto França (116%), Canadá (113,5%) e Reino Unido (102,3%) mantêm níveis superiores ao brasileiro. Ainda assim, o dado chama atenção porque o Brasil combina elevado endividamento com juros estruturalmente altos, o que amplia o custo de financiamento do setor público.

Na prática, isso significa que uma parcela crescente do orçamento federal precisa ser destinada ao pagamento de juros e à rolagem da dívida, reduzindo espaço para investimentos e pressionando a política fiscal. Para investidores, o indicador também funciona como termômetro de risco macroeconômico.

Entre países latino-americanos de porte semelhante, o Brasil supera com folga México (61,8%), Chile (41,8%), Peru (30,2%) e Paraguai (38,1%).



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