O retrato demográfico das favelas paulistas aponta uma população majoritariamente formada por pessoas que se declaram pardas (52%), seguidas por brancos (34,4%) e pretos (13,2%). Crianças e adolescentes de até 19 anos representam cerca de 1 milhão de moradores, o equivalente a 32% da população dessas áreas. A maior concentração está na faixa entre 20 e 59 anos, com mais de 2 milhões de pessoas, o que corresponde a 59% do total. Já os idosos somam aproximadamente 319 mil moradores, ou 8,9%.

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A pesquisa também evidencia que os gargalos de infraestrutura seguem sendo um dos maiores entraves para a qualidade de vida nas comunidades. Um dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi a escassez de áreas verdes: em 66,4% das regiões onde vivem os moradores das favelas não há nenhuma árvore. Fora desses territórios, a realidade é bem diferente, apenas 25,2% das áreas urbanas apresentam essa mesma carência.

A falta de serviços e condições básicas ainda é uma marca importante. De acordo com o levantamento, 15,2% das residências não contam com iluminação pública. Embora a pavimentação seja realidade para boa parte das vias, 44,8% dos moradores não possuem calçada em frente às suas casas. Fora das favelas, esse problema atinge apenas 4,8% da população.



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