Douglas Alves da Silva, suspeito de atropelar e arrastar uma mulher pela Marginal Tietê, na zona Norte de São Paulo, possuía R$ 2.300,00 em espécie na carteira na noite em que foi preso. Conforme apontado no inquérito policial, a qual a CNN Brasil teve acesso, o homem havia sacado o dinheiro em um banco 24 horas.
Durante interrogatório realizado nesta segunda-feira (1), Douglas afirmou à polícia que o valor era para custear os serviços prestados pelo seu advogado. Segundo informado por ele, o dinheiro foi transferido para sua conta por uma mulher, que alega ter recebido de um cliente e, posteriormente, efetuou a transferência para a conta do suspeito.
O documento não especifica a origem desse dinheiro.
Vídeo: homem atropela e arrasta mulher pela Marginal Tietê (SP)
O inquérito ainda aponta uma possível fuga calculada por Douglas, na tentativa de manipular a narrativa do atropelamento. Documentos mostram que, depois de arrastar a mulher por mais de um quilômetro na marginal, ele tentou iniciar um movimento para desaparecer do local e esconder o veículo usado no crime.
Ao abandonar a vítima, Douglas telefonou para familiares e, horas mais tarde, recebeu orientação de um advogado para esconder o carro “longe da cena”, segundo o próprio interrogatório.
Ele seguiu a recomendação e guardou o Golf preto na garagem do ex-sogro, no Itaim Paulista, região próxima a Guarulhos — sem explicar ao homem o motivo pelo qual precisava deixar o veículo no local.
Prisão de Douglas
Identificado como Douglas Alves da Silva, de 26 anos, o motorista foi preso na noite deste domingo (30). O homem era procurado por tentativa de feminicídio e teve a intenção de atropelar e matar a vítima, segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo). O suspeito foi abordado por agentes em um hotel da Vila Prudente, na zona Leste da capital paulista, onde estava hospedado.
Quando os policiais entraram no quarto de hotel, Douglas apresentou resistência, “investiu violentamente” contra um dos policiais e tentou subtrair a arma de fogo da mão do agente, de acordo com o boletim de ocorrência.
Na ação, um investigador efetuou um disparo que atingiu o braço do criminoso. O outro agente imobilizou Douglas e, na contenção, lesionou o dedo.
O suspeito recebeu socorro médico e foi encaminhado ao Hospital Municipal Vila Alpina, também na zona Leste. Após receber alta, o homem foi encaminhado para a 4ª Seccional do Cerco (Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado), na zona norte da capital.
Homem que atropelou e arrastou mulher já foi réu por porte ilegal de arma
A PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo) solicitou exames periciais no quarto onde o suspeito foi preso e nos corpos de Douglas e do agente ferido. Douglas poderá responder por resistência e lesão corporal, além de tentativa de feminicídio.
Ele teve a prisão mantida após passar por audiência de custódia nessa segunda-feira (1).
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo