O cantor Seu Jorge completa 56 anos nesta segunda-feira (8) com grandes produções no currículo, que se revezam entre a música e as telas de cinema. Nascido na Baixada Fluminense, o artista ganhou maior visibilidade nos anos 1990, como um dos membros da banda Farofa Carioca, que misturava samba, funk, jongo e pop, e, em 2001, lançou seu primeiro disco solo, “Samba Esporte Fino”.

Dono de uma voz inconfundível, foi com “Músicas para Churrasco, Vol. 1”, que inclui sucessos como “Burguesinha” e “Amiga da Minha Mulher”, que o artista despontou como um dos grandes representantes da música brasileira, inclusive internacionalmente.

A história do codinome artístico, Seu Jorge, é explicada de diferentes formas por amigos como Marcelo Yuka e Marcelo D2, que acompanharam seu surgimento na cena musical brasileira. Segundo Yuka, o apelido seria uma referência a figuras populares do Brasil, como o “Seu João da padaria”. Para D2, por outro lado, o batismo teria ocorrido após uma confusão entre os três, quando Yuka passou um recado telefônico dizendo que um “tal de seu Jorge” estava atrás dele.

No cinema, marcou presença em grandes clássicos nacionais como “Cidade de Deus”, longa-metragem dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, no qual deu vida ao icônico Mané Galinha. O papel foi sua estreia nas telonas e precedeu uma carreira como ator que, assim como sua música, conta as histórias de personagens populares do dia a dia do povo brasileiro.

O artista deu vida a grandes personalidades nacionais, como Pixinguinha (em “Pixinguinha, um Homem Carinhoso”) e o ex-deputado e militante Carlos Marighella, assassinado pela Ditadura Militar em “Marighella”, filme dirigido por Wagner Moura que chegou a ser censurado no Brasil.

Em Hollywood, o artista foi Pelé dos Santos em “A Vida Marinha com Steve Zissou” de Wes Anderson e recriou clássicos de David Bowie em versão bossa-nova.



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