A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, do Metrópoles Arte, conquistou o público de Brasília e já se firma como um dos mais importantes acontecimentos culturais do Distrito Federal em 2026. A mostra totalmente gratuita ocorre no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, até 17 de julho. Os ingressos estão disponíveis. Retire o seu neste link.
O compilado tem curadoria da art advisorMônica Tachotte, formada em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), e apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF). A expo conta com a participação de aproximadamente 40 artistas do Distrito Federal.
Alunos visitam a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
Abaixo, confira três razões para visitar a exposição!
Fácil acesso
Além de ter entrada franca, Constelações Contemporâneas acontece no Teatro Nacional, situado ao lado da Rodoviária do Plano Piloto. Quem usa transporte público pode chegar tanto de ônibus quanto de metrô, devido à proximidade com o foyer.
Alunos visitam a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
Diversidade de estilos
A mostra tem a presença de mais de 40 artistas. Cada um deles carrega uma linguagem e estilo próprios, o que possibilidade que o visitante desfrute de criações que vão de esculturas interativas a artes plásticas por diferentes nomes, mas no mesmo lugar.
Celebração à cultura do DF
As criações também abarcam não apenas a potência criativa do DF, como também tudo que nasce a partir das vivências no Quadradinho. Muitos artistas refletem em suas obras como é terem sido nascidos ou criados no Planalto Central, formando um “mosaico” e um retrato da cultura local.
O evento dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026, e que marcou a bem-sucedida estreia do Metrópoles Arte.
Valéria Pena-CostaArtistas visual, fotógrafa e designer de moda, Thamires investiga memória, afeto e paisagem como territórios simbólico. Para Constelações Contemporâneas, trouxe a série Serra DentroMestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, Taigo Meireles dialoga com a tradição da pintura histórica, cenografia clássica e cinemaRogério Roseo desenvolve a pintura centrada na experiência humana e na introspecçãoSobre a obra apresentada, Raylton Praga explicou que sua pesquisa é baseada em formas geométricas e na liberdade de interpretação do público
A curadoria aposta na ideia de que os contrastes podem gerar novas leituras e ampliar o entendimento do conjunto, ou seja, “construir uma exposição em que as diferenças não se anulassem, mas se ativassem mutuamente”.
O ciclo da matéria orgânica e inorgânica e o papel dos processos de contaminação, transformação são o ponto central do trabalho da artista, que tensiona a natureza e os resíduos nas obras que compõem a exposiçãoA artista visual brasiliense desenvolve a pintura como investigação da paisagem do cerrado e construção de Brasília — uma forma de explorar a memória da cidade e as camadas que moldam o territórioFormada pela Universidade de Brasília, Patrícia investiga o vidro como matéria orgânica e simbólica, explorando luz, transparência e transformaçãoDe sobradinho, Pamella investiga a cultura digital brasileira como campo simbólico e político.Patricia Monteiro usa as paisagens do Cerrado para construir imagens como território de memóriaArtista plástico e professor aposentado de desenho, pintura e história da arte da Universidade de Brasília, Nelson Maravalhas expõe três pinturas hipnagógicas na mostraDoutor em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, Marcos Antony desenvolve pesquisa a partir da tensão espacial entre centro e periferia, especialmente ao provocar contrastes entre o Plano Piloto e a região do Paranoá/Itapoã, onde cresceuRadicada em Brasília, usa a paisagem de Brasília como campo de pesquisa para criação de seus acrílicos, bem como fotografias e colagens. Para constelações Contemporâneas, exibe a série Pau-ferro e a obra Rizomas da Alma
Assim como no céu, em que cada estrela mantém sua individualidade, mas passa a compor um desenho maior quando vista em relação às outras, as obras se organizam de forma a preservar sua autonomia enquanto constroem um campo ampliado de significados.
Maria Porto é brasiliense e vê na cidade um potencial de referência nas artes visuais. Para a exposição, traz as obras Primeiro Pedaço, Uma Festa de Adeus e Surpresa, em que explora metáforas e texturasNatural do Rio Grande do Sul, Léo Tavares revela que acolheu Brasília como lar e que grande parte de seu repertório criativo nasceu no Planalto CentralFormada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, Íris Helena investiga criticamente a paisagem urbana de Brasília. Na obra Primeira Pedra, exposta na mostra, ela utiliza impressão sob Pedras Portuguesas coletadas na Praça dos Três poderesA série Do Chão para o Chão, aposta de Helena em Constelações Contemporâneas, é resultado de uma experiência física e existencial, na qual explora memória, ausências e permanência ao observar e fotografar o chãoOrgulhosamente “cria de Ceilândia”, Gu carrega na arte e no nome o orgulho da região em que nasceu. Para a exposição, explora fotografia, intervenção urbana e audiovisual para refletir a cidade e o pertencimentoNascido em Ceilândia, mas criado em Minas, Gabriel Matos explora a trajetória de exílio rural por meio de obras que passeiam entre a fotografia, o bordado, a colagem e a esculturaAs obras de Desirée Feldmann incorporam técnicas de manufatura, como costura, modelagem e encadernação, reinterpretadas em uma linguagem contemporânea que valoriza saberes manuais transmitidos entre geraçõesA obra apresentada na mostra integra a Série Luzes, pesquisa em que o artista retrata a cidade por meio de pontos luminosos, cores e movimentos, sem representar diretamente suas formasArtista e professor da Universidade de Brasília, Christus expõe a série a Roupa Nova do Rei, inspirada no conto de Hans Christian, feita a partir da técnica milenar chinesa JianzhiReconhecido por seu trabalho de reconfiguração do imaginário, Antonio Obá apresenta obras da série Sonambúlicas — feitas no limiar entre sono e vigília durante a preparação de uma exposiçãoBruna Zanatta apresenta quatro obras têxteis, feitas a partir da técnica tufting, em que explora a relação entre textura, cor e movimento como forma de expressão emocional e espacialCarlos Lin destaca o uso dos materiais in natura nas obras como resgate do seu eu criança, que cresceu em meio à zona rural e contato com a naturezaAndré Santangelo trouxe para a mostra uma série de fotografias sobrepostas feita a partir de uma técnica própria desenvolvida há 20 anos
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
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