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Ao desembarcarem em Tijuana, no México, para a Copa do Mundo neste domingo, 7, os jogadores da seleção do Irã homenagearam as vítimas do bombardeio a uma escola de Minab, no sul do país, ocorrido em fevereiro, no primeiro dia da guerra desencadeada por ataques de Estados Unidos e Israel. Os atletas usaram broches com a inscrição “#168”, em referência ao número de crianças mortas no ataque, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores iraniano.

Os jogadores haviam deixado o centro de treinamento da seleção em Antália, na Turquia, no sábado, sem os broches. Durante a viagem, que incluiu uma escala para reabastecimento na Espanha, os acessórios foram adicionados aos uniformes e permaneceram visíveis durante o desembarque em território mexicano.

A iniciativa levantou dúvidas sobre uma possível violação das normas da Fifa. O regulamento da entidade proíbe que equipamentos contenham mensagens, imagens ou slogans de caráter político, religioso ou pessoal. A regra se aplica a todos os jogadores e integrantes da comissão técnica, prevendo sanções em caso de descumprimento.

As diretrizes também indicam que referências a “qualquer pessoa(s), viva ou morta” e “qualquer ato/evento político específico” não são permitidas. No entanto, como os broches foram exibidos fora de um contexto de jogo, não está claro se a ação se enquadra nas restrições previstas. Até o momento, a Fifa não esclareceu se o uso dos broches durante o deslocamento para o torneio configura infração.

Não é a primeira vez que a seleção iraniana presta homenagens relacionadas ao ataque à escola de Minab. Em um amistoso disputado em março contra a Nigéria, os atletas entraram em campo segurando mochilas escolares.

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Irã na Copa

A preparação da seleção iraniana para a Copa também foi afetada por questões logísticas relacionadas ao conflito entre Teerã e Washington. Inicialmente, o Irã planejava instalar sua base de treinamento em Tucson, no estado americano do Arizona. No entanto, a equipe transferiu sua concentração para Tijuana em razão da guerra. 

Durante a primeira fase da Copa, os iranianos disputarão partidas em Los Angeles e Seattle. Os deslocamentos entre o México e os Estados Unidos poderão ser realizados por via terrestre ou em voos particulares, de acordo com as orientações da Fifa. Segundo o embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, os jogadores terão de entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia de suas partidas.

O processo de emissão dos vistos americanos para a delegação foi concluído apenas no último fim de semana, e 15 integrantes da comitiva — em sua maioria dirigentes e membros da comissão técnica — ainda aguardam autorização para viajar. 

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A notícia gerou revolta entre os iranianos por ser percebida como desrespeitosa e antidesportiva por torcedores do mundo inteiro. A regra, afinal, não se aplica a nenhum adversário, o que configura desigualdade de condições.

Pasandideh classificou a situação como um “desafio” para a seleção às vésperas da competição. Apesar disso, afirmou que a equipe seguirá todas as determinações estabelecidas pela Fifa para garantir sua participação no torneio. “Nós respeitamos todas as decisões que a Fifa tomar”, declarou.

O time enfrenta a Nova Zelândia no dia 15 e a Bélgica no dia 21 de junho, ambos em Los Angeles, e o Egito no dia 26, em Seattle.



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