Um homem morreu após ser atingido por disparos durante ação de guardas municipais de Senador Canedo (GO), na madrugada de sexta-feira (5/6), dentro de uma residência, após serem acionados por uma suposta tentativa de homicídio. O caso foi registrado em vídeo pela filha. Veja:
As imagens mostram os guardas municipais já no interior do imóvel, com armas apontadas para um quarto onde o homem estava. Durante a abordagem, ele aparece no cômodo e a filha também está na residência no momento da ação.
Ao longo da gravação, a filha pede para que o pai não reaja à abordagem. “Pai, eu tô aqui, pai. Pai, vai lá, pai. Responde bonitinho, pai. Eu tô aqui”, diz ela.
Em determinado momento, o homem responde: “Filha, eu não sou ladrão”. A mulher afirma que sabe o que ele diz.
Ele também chega a pedir que a filha entre no quarto, mas ela se recusa. Um dos guardas questiona se ela tem medo do pai. Ela responde que não, mas diz ter medo das armas.
No vídeo, é possível ouvir disparos de arma de choque (taser) e, em seguida, tiros de arma de fogo. Após os disparos, os agentes entram no quarto e a mulher deixa o local em estado de choque. Um novo disparo também é ouvido posteriormente.
Associação das Guardas Civis se manifesta
Em nota oficial, a Associação das Guardas Civis do Estado de Goiás (AGCGO) afirmou que os agentes atuaram “dentro dos princípios da legalidade, da proporcionalidade e da técnica operacional”, utilizando “todos os meios não letais disponíveis e previstos nos protocolos de atuação”.
A entidade declarou que a ação teve como objetivo conter um indivíduo considerado de “elevada periculosidade”, que, segundo a associação, “já responde por tentativa de feminicídio e que, nesta semana, é apontado como autor de uma tentativa de homicídio, cuja vítima permanece hospitalizada em estado grave”.
A AGCGO afirmou ainda que a atuação da GCM buscava “preservar vidas, cessar a agressão em andamento e garantir a segurança da população”, e disse que foram adotadas providências legais, incluindo socorro imediato, conforme protocolos operacionais.
Na nota, a associação também criticou a divulgação do caso por parte de veículos de comunicação, afirmando que há “publicações que omitem informações relevantes da ocorrência e apresentam narrativas capazes de induzir a população a conclusões equivocadas”.
A entidade reforçou que as Guardas Civis Municipais exercem papel fundamental na segurança pública e devem ter sua atuação analisada com responsabilidade e imparcialidade.
O caso segue sob apuração das autoridades competentes.